Chivale nega dificuldades da PGR em encontrar Inês Moiane

 Chivale nega dificuldades da PGR em encontrar Inês Moiane

Eram 09H15 quando a viatura do Serviço Nacional Penitenciário que transportava Inês Moiane chegou à Procuradoria-Geral da República.
Sem a habitual escolta e sirenes, o carro celular foi directo à garagem do edifício sede da PRG, onde se encontravam agentes de segurança vestidos a civil.

Depois da confirmação da sua identidade, a arguida desceu da viatura com uma garrafa de água e minutos depois foi levada pelos seguranças à sala onde decorreu a audição. O advogado Alexandre Chivale chegou à PGR 10 minutos depois para acompanhar a primeira audição da sua constituinte conduzida pelo Ministério Público.

Quatro horas depois, Chivale saiu da PGR, sinalizando o fim da audição. Em declarações à imprensa, o advogado contou que o Ministério Público alegou dificuldades em localizar Inês Moiane para uma audição antes da sua detenção. Uma justificação que, aos seus olhos, não constitui verdade.

“A minha constituinte está tranquila. Ela tem que confiar no trabalho que está sendo feito. É a primeira vez que é ouvida pela Procuradoria. As pessoas que a detiveram disseram que agiram assim porque havia ordens de detenção. Justificaram que não conseguiam a encontrar, o que é uma pura mentira. Inês Moiane sempre esteve aqui, até porque um dia antes da detenção ela foi contactada e estava num funeral. Então, o argumento de que não estavam a encontrar não pode ser verdade”, rebateu.

Chivale fez saber que já interpôs um recurso contra a decisão do juiz de instrução criminal, Délio Portugal, que manteve a medida de coação máxima para Inês Moiane.

Depois da audição, foram precisos 45 minutos para que a viatura de transporte de reclusos chegasse à Procuradoria-geral da República para levar Inês Moiane até à Cadeia Civil de Maputo. Já na garagem, os agentes de segurança orientaram o motorista a posicionar a viatura perto do elevador, tudo para impedir que a imprensa captasse imagens da arguida a entrar no carro. Consumado o plano, a viatura saiu da PGR 15 minutos depois.

A ex-secretária particular do antigo Presidente da República, Armando Guebuza, foi a primeira a ser ouvida na PGR, depois da legalização da prisão preventiva de oito arguidos no âmbito do processo que investiga as dívidas ocultas.  


 


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