Cruz Vermelha vai garantir aplicação certa das doações da Vale às vítimas dos ciclones

 Cruz Vermelha vai garantir aplicação certa das doações da Vale às vítimas dos ciclones

As ajudas para as vítimas dos ciclones Idai e kenneth continuam a ser canalizadas, tanto de dentro quanto de fora do país. Ao mesmo ritmo chegam reclamações de que as ajudas não estão a abranger a quem realmente precisa.

Para evitar tais reclamações, a Vale Moçambique juntou-se à Cruz Vermelha de Moçambique para que seja esta a canalizar os fundos às zonas mais necessitadas. Para tal, as partes assinaram, recentemente, um memorando de entendimento em Maputo, através do qual, a Vale vai canalizar os fundo à Cruz Vermelha e esta, por sua vez, às vítimas dos ciclones Idai e Kenneth.

A mineradora diz confiar na Cruz vermelha pelo facto de ser uma organização que está no terreno e que conhece os problemas exactos das vítimas. Além do mais, tal como disse o presidente da Vale em Moçambique, Marcio Godoy, na cerimónia de assinatura do acordo, já houve trabalhos conjuntos entre as duas entidades.

“Confiamos na idoneidade do trabalho desenvolvido pela Cruz Vermelha e esperamos que no âmbito de todas acções que já tem sido desenvolvidas, este fundo venha trazer alívio e suporte às vítimas”, referiu Marcio Godoy.

O gestor da Vale em Moçambique disse ainda que se trata de uma cada vez maior afirmação da mineradora através de acções de responsabilidade social, agora com apoio da Cruz Vermelha na identificação de locais que mais precisam. “Penso que é uma acção gratificante porque permite à Vale exercer a sua responsabilidade social corporativa com o apoio deste importante parceiro, que é a Cruz Vermelha de Moçambique”.

Já o Gerente das relações institucionais da Vale, Bruno Chicalia, reconheceu que seria complicado para a firma ir directamente ajudar as vítimas, por isso preferiram “ajudar quem melhor sabe ajudar, como é o caso da Cruz Vermelha, que é uma organização de referência”.

Por sua vez, a Cruz vermelha compromete-se a fazer a aplicação correcta e, assim, ajudar a quem, realmente precisa. “Faremos todo esforço para que a ajuda chegue a quem precisa de forma eficaz, transparente e aberta”, disse o secretário-geral da organização, Alfredo Libombo.

O Governo fala de 3.2 mil milhões de meticais para reconstrução das zonas afectadas pelas intempéries, entretanto ainda não disse quanto dinheiro já foi disponibilizado até aqui.

 

 


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