“É preciso saber jogar fora do campo”

 “É preciso saber jogar fora do campo”

O selecionador nacional de futebol, Abel Xavier, diz ser importante saber jogar fora das quatro linhas. Na abordagem do decisivo jogo com a Guiné-Bissau, a 22 de Março, o seleccionador sublinha que há elementos externos que podem influenciar no mesmo.

Na verdade, esta abordagem veio depois de duas derrotas com Namíbia, quando o técnico disse: “Num jogo de futebol há três equipas dentro do campo. Mas há uma outra força externa que tem que trabalhar para garantir o resultado do jogo. E essa força ao nível do nosso país não se faz sentir”, disse na altura.

Agora, Xavier recupera o seu discurso: “Para quem anda no futebol há algum tempo, sabe que o jogo não é só jogado nas quatro linhas. O jogo também é jogado em vários cenários. Há um jogo que é falado, há um jogo que é jogado e há um outro jogo que também é jogado noutras áreas”, argumentou.

Nas quatro linhas, o seleccionador nacional diz que a equipa vai fazer o seu trabalho tal como o fez em jogos anteriores. Moçambique precisa regressar aos eventos continentais em futebol sénior, depois de ter estado no Campeonato Africano das Nações de 2010, quando se qualificou para o torneio que teve lugar em Angola.

Naquele ano, os Mambas não conseguiram passar da primeira fase. De lá a esta parte, o melhor que os Mambas conseguiram foi qualificarem-se para o CAN Interno de 2013 disputado na África do Sul. “Nós temos que ser fortes, temos que acautelar essas áreas e, obviamente, dentro do campo, nós é que somos protagonistas. Devemos implantar aquilo que são as nossas ideias, dar continuidade às ideias do treinador e, igualmente, sairmos com o resultado que desejamos que é vitória”, disse Abel Xavier.

O Moçambola-2019 só vai arrancar depois do compromisso com a Guiné-Bissau e, neste momento, apenas equipas da cidade de Maputo “rodam” jogadores no Torneio de Abertura. Curioso ou não, Abel Xavier diz que a decisão de tardar o arranque do campeonato nacional foi bem pensada.

“Enaltecer a LMF e a FMF por terem tido bom senso, agendando o arranque do Moçambola 2019 para depois deste jogo decisivo. Isso é extremamente importante para nós e reúne mais consenso. É verdade que estamos concentrados na questão competitiva também”, considerou o seleccionador nacional.

O jogo é vida ou morte. O seleccionador nacional está a avaliar todos elementos ao pormenor e, por isso, já descartou o estágio em Portugal, que era uma das alternativas antes do frente-a-frente com os “djurtus”.
“O que eu quero é que os jogadores tenham todas as condições para disputarem este jogo dentro do campo. Nós temos estado a visualizar a Guiné-Bissau e, portanto, nesse elemento temos tudo acautelado”, assegurou.  

Abel Xavier disse mais: “nós sabemos que os jogadores que actuam interinamente trabalham há algum tempo num calor intenso.  Sabemos que, até a data do jogo na Guiné-Bissau, também estará a fazer um calor intenso. Portanto, o cenário de estágio também terá que ser em condições similares. Já estamos a desenhar um outro plano em termos do local de estágio”, finalizou Abel Xavier.

 

 


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