“Legado” de Sérgio Santimano em exposição na Galeria Kulungwana

 “Legado” de Sérgio Santimano em exposição na Galeria  Kulungwana

A mostra de Santimano, com curadoria de Filipe Branquinho, resulta de um percurso iniciado em 1995, aquando da sua exposição de fotografias de viagem por Goa, Rajastham e Mumbai. Segundo a nota da Kulungwana, este projecto é resultado da sua longa história pessoal com a Índia, Moçambique e Suécia, onde reside.


“Com descendência indiana por parte do pai, influência portuguesa, nacionalidade da mãe, a sua moçambicanidade de raiz, constituiu família na Suécia onde reside desde a sua saída de Moçambique, assumindo assim uma identidade quadrangular que não deixa de influenciar o seu olhar fotográfico, tornando-o um viajante interessado nas sociedades resultantes de migrações e multiculturais, num esforço inclusivo do Outro e do estranho”, acrescenta a nota Kulungwana: “É desta forma de olhar que Sérgio pretende captar o ‘legado’ da Índia, destacando as principais contribuições estéticas e éticas deste país para o resto do mundo, nomeadamente através de Mahatma Gandhi, Satyajit Ray, Rabindranath Tagore (primeiro prémio Nobel não-europeu), Ravi Shankar e, obviamente, Raghubir Singh, que nos inspiram a todos nós com os ideais de não-violência, de paz, humanidade e espiritualismo, contribuindo significativamente para a história do mundo”.

 

Para a organização, o trajecto pessoal e profissional de Sérgio Santimano resulta num projecto que constitui um exemplo da multiculturalidade que concorre para o conhecimento intercultural no espaço cultural global.


 Santimano nasceu em Moçambique em 1956.  Viveu em Goa, em Colvá, a aldeia do pai, durante 1960/61. A sua carreira fotográfica foi centrada no país de origem, Moçambique, a partir de 1979 e durante a guerra civil até 1988, altura em que se muda para a Suécia, onde trabalhou e estudou fotografia documental e fotojornalismo.

Terminada a guerra civil no país, em 1992, começa a trabalhar como ‘freelancer’, documentando as consequências da guerra e a reconstrução de Moçambique. Desde 1997, Santimano trabalhou no norte de Moçambique, de que resultaram várias séries de trabalhos como “Cabo Delgado-Uma história fotográfica de África” e “Terra incógnita”, sobre a província do Niassa.
 

 


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