PRM/Inhambane no futebol “bateu bem” esta semana!

Fim-de-semana, chegou-nos a seguinte informação: para o Campeonato de Inhambane, a debutante equipa da PRM “bateu bem” as Organizações Somboco (com Chamboco?) de Inharrime por 3-0.

Fez-me recordar uma conversa que em tempos tive com o nosso poeta-mor, José Craveirinha. Dizia ele:

- Ó amigo Caldeira. Você sabe que em Tete criaram o Clube da Justiça para participar no Campeonato Provincial? Isso quer dizer que estou sujeito a entrar em campo e... driblar um juiz!
Na realidade, a fase das equipas da Migração, Alfândega e por aí em diante na competição parecia pertencer ao passado. Agora surge a Polícia da República de Moçambique, em Inhambane, a envolver-se no futebol de competição.


BRINCADEIRA TEM HORA

Recreação, para melhorar a capacidade física é uma coisa. Competição é outra. E que não se confunda com os casos do Matchedje ou Estrela Vermelha, em que há uma demarcação clara dos clubes com os Ministérios/tutela da Defesa e o da Segurança, começando nas designações e terminando na gestão, tão autónoma quanto possível.

Neste caso, como conciliar, se:
Um jogador da equipa da PRM/Inhambane agredir o árbitro e este solicitar a intervenção policial. Estarão os colegas em condições de impôr a ordem, se por exemplo o ponta-de-lança infractor fôr um seu superior hierárquico?

Em caso de invasão do campo, poderão os polícias/jogadores, ir buscar as suas armas e até gás lacrimogéneo para, equipados, imporem a lei?
Se a função e vocação da polícia é a de manter a ordem, como fazê-lo estando directamente envolvidos e interessados, num jogo que envolve tanta paixão como é o futebol?

Em caso de uma vitória que qualifique esta turma para competições internacionais, como “descodificar” a sigla e as funções PRM, como representante do nosso país?

Numa altura em que a FIFA e a CAF, impõem regras de licenciamento, algo que os clubes históricos e com vocação experimentam dificuldades extremas para cumprir, como é que uma das entidades com tanto trabalho para velar pela segurança nos campos, e não só, passa a ser jogador e árbitro... de chamboco na mão, expondo-se a cada semana a dar tiros nos próprios pés?

É para rir, ou chorar?


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