Que sirva ao futebol o exemplo/sacudidela do basquetebol!

No Estádio do Zimpeto, com pouco público, Desportivo e Costa do Sol disputaram uma partida do Moçambola, em ambiente frio e com pouco público, dando a impressão de que estavam apenas a cumprir o calendário.

Na mesma altura, no Pavilhão do Maxaquene, Ferroviário de Maputo e A Politécnica, em basquetebol, davam corpo a uma jornada plena festa em basquetebol, renhida e aplaudido por muito público. Era a ronda final do campeonato de Maputo. No final, jovens, alguns com os olhos marejados de lágrimas - uns de choro outros de alegria – trocavam abraços e beijos, num ambiente infelizmente cada vez mais raro no nosso país.

Que contraste!!!

POUCOS, MAS BONS

De um lado, a geração dos “enta”, com muitas caras que deram vida e projecção à bola-ao-cesto, fiéis à sua modalidade e seguros de que, com crise ou sem ela, há que encurtar a distância entre as intenções e a prática. O patrocinador, a Engen, rendido à entrega dos atletas, declarou-se feliz e com retorno, face à alegria patente nos olhos dos assistentes.

O que impede então, que aconteça o mesmo, na alta-roda do nosso futebol, sobretudo na Zona Sul? São várias as razões, mas salta à vista uma, que tem sido subalternizada: poucos, mas bons!

Para o Moçambola, muito se falou sobre a participação “só” dos clubes devidamente licenciados, situação dita e repetida pelo Presidente da FMF, a duas semanas do arranque da prova. Ficou tudo na mesma.

É verdade que o primeiro passo, que é o da redução das equipas nesta e na próxima temporada, já foi dado. Porém, mais rigor no cumprimento das regras é o que se recomenda.

Se tivermos que ter um Moçambola “à melhor de qualquer coisa” após as fases de qualificação, porque não? Os triunfos, quanto mais desafiadores e suados, melhor. Só assim ficará claro, “quem é que os tem no sítio”!

Numa altura em que se anunciam novas e prometedoras realizações financeiras no país, a força crescente do desporto-rei no mundo, não pode permanecer em plano secundário entre nós.
E que fique claro que patrocínio, não é caridade. O PR - como já aconteceu por duas vezes - não pode ser a tábua de salvação para o Moçambola chegar ao fim.

Se persistirmos nesta realidade de pouca exigência para tomar parte na maior prova futebolística do país, de descida em descida no “ranking” FIFA, só nos restará insistir e persistir na super-desgastada frase “levantar a cabeça e continuar a trabalhar”.

 


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