15 mil famílias por salvar nas bacias dos rios Púnguè e Búzi

15 mil famílias por salvar nas bacias dos rios Púnguè e Búzi

As condições climatéricas dos últimos dias dificultaram o trabalho das equipas de resgate das vítimas das cheias, nos distritos de Gorongosa, Nhamatanda, Búzi, Dondo e Beira, na província de Sofala. Mas, a partir desta quinta-feira, a temperatura melhorou e os trabalhos conhecem um novo ritmo. Na província mais afectada pelo ciclone tropical Idai há, actualmente, perto de 15 mil famílias sitiadas, mas o número pode ainda elevar.

O Governo considera a situação de Sofala como muito crítica porque é combinação de dois tipos de desastres naturais que aconteceram em simultâneo. “Nas últimas 24 horas começamos a recolher informação que achamos importante, e estamos a encontrar pessoas nos pontos altos, onde estava previamente programado. Encontramos também muitas famílias em condições de risco de vida. Assim, lançamos duas iniciativas paralelas. Uma para salvamento e outra para apoio às famílias”, disse Celso Correia, Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural.  

Entretanto, dezenas de famílias fixadas nas proximidades da EN10, povoado de Mucelo, Nicoadala, Zambézia, recusaram sair para zonas de acomodação. Duas semanas depois as famílias clamam por apoio alimentar e assistência sanitária. O administrador de Nicoadala, João Nhanbessa, diz que aquelas famílias querem tirar algum aproveitamento e, por isso, não vão merecer apoio. 

Ora, Mutarara, Caia e Chemba poderão ser afectados por inundações nos próximos dias. É que a barragem de Cahora Bassa está a 99 por cento da sua capacidade e será obrigada a fazer descargas. A informação foi avançada pelo Director Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos, Messias Macie, quem desmentiu que o distrito de Búzi poderá desaparecer em resultado das águas libertadas pelos países vizinhos, Malawi e Zimbabwe.

As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia apontam para o abrandamento das chuvas a partir desta sexta-feira na província de Sofala. Embora o pior já tenha passado, Macie diz o processo de retoma à normalidade levará algum tempo porque os solos estão saturados.

As autoridades recomendam as populações que vivem nas zonas ribeirinhas do rio Zambeze a abandonarem o local e procurarem lugares seguros.

 


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