“A triste história de Barcolino” já nas livrarias

“A triste história de Barcolino” já nas livrarias

Lucílio Manjate já lançou o seu mais recente trabalho literário, intitulado “A triste história de Barcolino”.

No dia do lançamento, a sala do Camões esteve cheia, os espectadores estavam de olhos e ouvidos bem atentos, para antes da leitura profunda feita em casa, poderem perceber do que se trata o livro.

Normalmente, as acções falam mais do que qualquer palavra, e essa foi a perspectiva que guiou o resumo de “A triste história de Barcolino, o homem que não sabia morrer”, encenada por um grupo de sete actores.

Ao som da música “É doce morrer no mar”, começaram a encenação. No total, cinco actores, desempenhando o papel de vizinhos de Barcolino, o próprio Barcolino e sua esposa.

Terminada a encenação, a conversa começou, envolvendo o autor e os jornalistas Francisco Manjate e Leonel Matusse.

Ainda na onda da encenação, Leonel Matusse, traz uma reflexão sobre a obra, afirmando que a impressão que se tem ao ler o livro é de que Barcolino é um morto vivo: “No livro, ‘A triste história de Barcolino’, o protagonista é um morto não morto, não é propriamente um fantasma embora se trate de uma assombração em carne e osso, a morte volta a estar presente numa obra de Lucílio Manjate e a ocupar um papel central na narrativa”. Nesta senda, o jornalista Francisco Manjate, acrescenta e questiona o porquê de Lucílio ter a dor como seu principal tema de escrita, já que se sente com destaque em obras como “Silêncios do narrador; “A legítima dor de dona Sebastião” e “Rabhia”. Eis que o autor responde: “Confesso que nunca parei para pensar e sistematizar, o porquê da dor, eu acho que eu aprendi esta dor lendo outros autores, como o Ungulani. Eu não sei se a vida teria sentido sem a dor, se calhar estou preso à dor, mas creio que seja uma dor saudável, uma dor que nos faz andar, acho que aprendi essa gramática da dor da arte, como resultado da tentativa de exorcizar, ou saber lidar com as dores, que neste caso é a morte, digamos que estou a apropriar-me de um legado moçambicano”, disse Manjate.

 “A triste história de Barcolino” está agora disponível nas livrarias nacionais.
 

 


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