Adriano Nuvunga diz que o governo foi infeliz e que a decisão visa parar o progresso da media

Adriano Nuvunga diz que o governo foi infeliz e que a decisão visa parar o progresso da media

Face ao decreto 40/2018 de aplicação de taxas para licenciamento de órgãos de comunicação e acreditação no país, o académico, Adriano Nuvunga diz que o governo foi infeliz e que a decisão visa parar o progresso do sector, situação que segundo suas palavras pode perigar a democracia no seio dos moçambicanos e levar o país ao recuo da liberdade de imprensa.

Nuvunga diz que Moçambique é exemplo de liberdade de imprensa e democracia no mundo, mas a decisão da aprovação do decreto cai por terra, todo o sacrifício do povo que vai desde a liberdade de imprensa, democracia e desenvolvimento humano.

Para o académico a decisão não pode avançar e por isso o Governo deve recuar imediatamente da decisão para salvaguardar o bem maior dos moçambicanos, a democracia e a liberdade de imprensa.

"Moçambique é exemplo na área das liberdades com destaque para a media e a comunicação social, as taxas a vigorarem seria um atentado para o retrocesso da sociedade e de desenvolvimento", disse Nuvunga, para quem "Não há problema nenhum em o Governo reconhecer que houve falha e corrigir para rectificar a situação. O Governo não vai perder o sentido do estado e ninguém vai lançar nomes. Alias, penso que reconhecer uma falha e corrigir em tempos é próprio da democracia".

Nuvunga foi mais longe ao afirmar que a comunicação social é feito por profissionais com salários muito baixo, o que revela claramente que o sector da imprensa não consegue gerar receitas suficientes para pagar salários dignos aos fazedores da comunicação social. "Não tendo recursos para desenvolvimento humano dos jornalistas, obviamente que não terá para pagar taxas que o estado exige e é por isso que repito que o movimento tem por fim parar o progresso da media dentro das dificuldades que ela vive”, disse.  

Se a iniciativa visa ou não o encerramento dos órgãos de informação em Moçambique, o académico respondeu que nos países onde se aplicaram as mesmas taxas a intensão nunca foi vista como pró-democrática.

Num outro desenvolvimento, o académico defendeu a criação de oportunidades para a juventude como a base de desenvolvimento da próxima geração de líderes. Disse que no nosso meio as oportunidades para aquele grupo social são excludentes o que leva a uma desigualdade social abismal e não permite o empoderamento a curto e medio prazo dos jovens moçambicanos.

Para ele é fundamental haver clareza no modelo de estrutura de desenvolvimento para a juventude, do contrário a consequência é alienação daquele grupo social porque o jovem sabe que deve ser bem comportado para ter algum acesso.

 A participação da juventude é para apenas filhos dos privilegiados numa mesa onde se come. "E jovem que quer comer tem que ser bem comportado para chegar a sua vez".

 


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