África aos pés de Pio Matos

África aos pés de Pio Matos

Pio “Lingras”  Matos  mereceu  menção honrosa da Federação Internacional de Basquetebol para África, FIBA-África, na distinção dos dez melhores basquetebolistas do continente africano da última década.  

A 28 de Fevereiro de 2018, em pleno pavilhão do Maxaquene, Pio “Lingras” Matos lançou uma “bomba” do meio da quadra que fez vibrar os amantes da modalidade da bola ao cesto. “Catedral” da bola ao cesto em ebulição. Pudera, a jogada foi espectacular quanto arrepiante, diga-se.

Senegal, adversário que viria a vencer Moçambique por 60-52, rendido ao génio de um dos três “manos” Matos, que se estreara por uma selecção nacional em 2005, no decurso dos Jogos da CPLP, em Angola.

Uma “bomba” que consta das cinco melhores jogadas da primeira janela da fase africana de apuramento para o Campeonato do Mundo de basquetebol.

Mas não foi apenas por esta extraordinária jogada que Pio “Lingras” Matos foi citado pela Federação Internacional de Basquetebol para África como um atleta com capacidade para constar da lista dos 10 melhores do período compreendido entre 2010-2020, divulgada em duas partes.

O base armador, de resto, arrancou exibições notáveis nos campeonatos africanos -“Afrobaskets”- em que participou e os seu “targets” constam dos registos da FIBA-África.

Em 2015, em Abidjan, Costa do Marfim, Pio “Lingras” Matos terminou o “Afrobasket” com os seguintes targets: 69 pontos, média de 13.8 /jogo, 19 ressaltos (1 ofensivo e 18 defensivos), 19 assistências, 20 perdas de bola, 22 em 26 lançamentos na linha de lances livres (84, 6 %), 7 em 23 nos tiros exteriores (30, 4 %) e 20 em 53 (37, 7%) nos lançamentos de campo.

Recuando no tempo: em 2011, juntamente com Amarildo e Augusto (Gordo), Pio Matos fez parte da selecção nacional que conquistou a medalha de prata nos Jogos Africanos Maputo-2011, após perder na final com a Nigéria de má memória. No mesmo ano, integrou o “jersey” que ocupou a 10ª posição no “Afrobasket” de Madagáscar. Foi a primeira que os três irmãos jogaram juntos pela selecção nacional de basquetebol.

Matos não só armou com qualidade o jogo da selecção nacional como também mostrou o seu potencial. Ao nível interno, mesmo castigado pelas lesões, continua a mostrar a sua qualidade na quadra. Foi, nas duas últimas temporadas, campeão nacional pelo Ferroviário de Maputo nas duas últimas duas temporadas.

Mas 2015 foi, certamente, ao nível in um ano de ouro. Chamou a si o estatuto de melhor jogador, MVP, da Liga Moçambicana de Basquetebol, competição que conquistou pela primeira vez na sua carreira.É este percurso, na última década, que lhe valeu esta menção honrosa ao lado dos basquetebolistas Abdelhakim Zouita (Marrocos), Maurice Ndour (Senegal), Mourad El Mabrouk (Tunísia), Placide Nakidjim (Chade), Max Kouguere (República Centro-Africana, RCA), Ivan Almeida (Cabo Verde), Ibrahim Djambo (Mali), Assem Marei e Ibrahim El Gammal (Egipto), Herve Kabasele (RDC), Kenneth Gasana (Rwanda), Robinson Opong e Stanley Ocitti (Uganda) e Pieter Prinsloo (África do Sul).


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