Aik: o regresso do matreiro!

Aik: o regresso do matreiro!

Primeiro treinador a levar uma equipa moçambicana à conquista da Taça dos Clubes Campeões Africanos em 1991, no pavilhão do Maxaquene, com uma estrondosa equipa na qual faziam parte Aurélia Manave, Esperança Sambo, Clarisse Machanguana, Marta Monjane, entre outras, Carlos Ibrahimo Aik volta a piscar olho ao título continental de clubes.

Aik, que se retirou da modalidade em 2015, regressa após uma solicitação do clube Ferroviário de Maputo que viu Leonel Manhique partir para o rival Costa do Sol.
Percursor deste projecto de basquetebol do Ferroviário de Maputo, Carlos Aik tem a particularidade de ter levado o Ferroviário de Maputo ao segundo lugar na fase final da prova realizada em 2006, em Libreville, Gabão.
Nesse ano, o Ferroviário de Maputo perdeu na final diante do 1º de Agosto de Angola, por 86-74, numa final decidida por Astrida Vicente com 19 pontos. Júlia “Julinha” Machalela foi a melhor cestinha das “locomotivas” com 18 pontos. Nas meias-finais, o Ferroviário de Maputo deixou para trás o First Bank da Nigéria com uma vitória por 73-65. Ana Flávia Azinheira, com 19 pontos, e Deolinda Gimo, com 14, foram determinantes no Ferroviário de Maputo.
No ano seguinte, em Maputo, o Ferroviário de Maputo terminou a competição na terceira posição ao vencer o ISPU, por 63-56. Deolinda Gimo foi a melhor cestinha com 15 pontos.
Abraçou, depois, o projecto de masculinos tendo sido campeão em 2011, ano em que Ermelindo Novela foi considerado melhor jogador (MVP).
Agora, persegue o segundo título pessoal e do Ferroviário de Maputo, numa prova em que se vai bater com Inter Clube, vice-campeão; Al Ahly e Sporting Club (Egipto), FAP (Camarões), BC Energie (Benin), Kenya Ports Authority (Quénia), Mountain off Fire (Nigéria), ASB Makomeno (DR Congo) e Air Warrior (Nigéria).
“Naturalmente que são daqueles títulos que honram a todos nós. E, perante as situações que estão criadas neste momento, seria difícil estar a introduzir um treinador que não tivesse conhecimento absolutamente nenhum da equipa. Ora, apesar de ter abandonado em 2015, elas foram superiormente trabalhadas e orientadas por Leonel Manhique que fez um excelente trabalho. Muitas destas atletas foram minhas e o próprio Leonel Manhique trabalhou comigo”, disse Carlos Aik, quando abordado sobre as motivações que o levaram a aceitar o desafio de “pegar” a equipa nesta empreitada.
Ano passado, o Ferroviário de Maputo reforçou o seu plantel com as americanas Carmen Tyson Thomas, decisiva no jogo da final com 20 pontos, e Cyara Robertson-Warren, com 12.
Este ano, a aposta é mesmo em África, tendo sido identificadas duas atletas cujos nomes serão revelados esta semana. São atletas muito fortes que irão dar consistência à equipa nas posições 4 e 5.
“Logo à partida, teríamos duas vantagens que são: o conhecimento do basquetebol africano e do próprio do continente. O atleta africano vai à luta e guerra, portanto. É mais voluntária”, frisou Aik.  
A direcção do clube, segundo Carlos Aik, “ está a trabalhar neste sentido. Em princípio, tudo indica que possamos senão totalmente pelo menos em parte resolver este problema”.

 

Plantel do Ferroviário de Maputo:
Delma Zita
Amélia Massingue
Onélia Mutombene
Anabela Cossa
Ana Suzana Jaime
Eleutéria Lhavanguane
Madina Camara
Dulce Mabjaia
Ingvild Mucauro
Deolinda Gimo
Odélia Mafanela
Cecília Henriques
Hulda Joaquim

 

 


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