Albino Mbie actua com o filho concorrente do Mozkids na apresentação de Mafu

Albino Mbie actua com o filho concorrente do Mozkids na apresentação de Mafu

Albino Mbie apresentou-se no palco do Franco-Moçambicano, sexta-feira à noite, entre aplausos daqueles que lhe seguem, conhecem e passaram a conhecer. Até aí, o músico que vive e trabalha nos Estados Unidos julgou que as palmas significassem aquela simpatia do público que está prestes a conhecer algo ainda misterioso. Rapidamente, Mbie apercebeu-se, surpreendido, que boa parte dos que estavam na Sala Grande do Franco, afinal, conheciam as suas músicas.

Bem dito, a certa altura da actuação, o autor de Mafu disse: “Eu não sabia que vocês conheciam as minhas músicas”. A afirmação teve resposta pronta de um expectador. Em alto e bom-tom: “Estás atrasado. Nós conhecemos as tuas músicas há muito tempo. Já as ouvíamos mesmo antes de gravares lá nos EUA”. Albino Mbie sorriu, desvanecendo a tensão que não conseguiu disfarçar antes do espectáculo. A partir daí, o músico e engenheiro de som percebeu que a apresentação de Mafu, na verdade, seria algo conjunto. Enquanto tocava, os coros afinaram-se do lado do auditório, entre gracejos e um diálogo intermitente.

Ora, naquela sala concorrida, cheia na verdade, Albino Mbie não só tocou e cantou músicas do segundo álbum, constituído por 12 temas, como interpretou as do primeiro, Mozambican dance. Em geral, ouviu-se no Franco-Moçambicano temas como “Lirandzo”, “Xiluva”, “Rosa”, “Zula mbilo”, “Mama África” e “Awusiwana”, das mais pedidas pelos expectadores. No entanto, o melhor da noite, claramente o mais significativo, teve um concorrente da categoria instrumentos musicais do Mozkids Talents no palco. Há poucas horas de se apresentar na sexta gala daquele concurso infantil realizado pela Stv, Jorge Mbie, filho de Albino Mbie, foi ao Franco-Moçambicano tocar a “Ahirimeni” com o pai. O auditório não se conteve. Aplaudiu eufórico, alguns tentando adivinhar o grau de parentesco entre os dois. Não demorou que percebessem as semelhanças visíveis e intuitivas. E a conclusão: “Os Mbie têm dois grandes talentos”.  

Já habituado a lidar com a pressão do público nas manhãs de sábado, no Mozkids Talents, disse Jorge Mbie, menino de 11 anos, que esteve no palco a tocar com o seu herói: “Foi muito bom tocar com o meu pai. A sensação foi maravilhosa. É um prazer tocar com o meu pai porque ele é um grande artista e eu sonho um dia ser como ele.

Para Albino Mbie, esta foi a grande oportunidade de partilhar a sua música, o amor e o prazer da vida com o público moçambicano. E sobre a ideia de ter o filho como único convidado da noite? “Eu não quis puxar a ele só por ser o meu filho. Tenho visto que o talento dele está cada vez mais a salientar-se. Por isso, para mim, partilhar o palco com ele significou muito, não por ser o meu filho, mas por ele ser talentoso”.  

Durante o concerto de apresentação do álbum Mafu, Albino Mbie foi acompanhado por uma banda composta por Hélder Gonzaga (baixo), Tony Paco (percussão), Stélio Zoe (bateria), Lívio Mondlane (teclado), Sheila Jesuíta e Pauleta (coros).


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