Aproveitemos “esta onda” (re)motivadora!

XI-CAU CAU

Vencer uma batalha, pode estar muito longe de ganhar uma guerra. Mas poderá ser um passo importante e até decisivo, no caminho de colocar o desporto no lugar a que tem direito na sociedade, proporcionando saúde a novos e velhos, alegria para o aumento da produção, atracção para o turismo e motivação, muita motivação, para a auto-estima real dos moçambicanos.

E quando o Chefe de Estado, na sua mensagem aos Mambas, refere que o desporto está de volta, o que podemos daí concluir? Que está de volta, tendo em conta novas perspectivas, enquadradas numa realidade em que o país, com mais saúde financeira, reunirá condições para mais investimento no sector do desporto. Só com modernização e novos métodos de gestão no horizonte, poderemos sonhar com glória, dinheiro e prestígio.


Acertar o passo com a actualidade

Temos poucos campos e espaços livres, na cidade de cimento e nos subúrbios. Porém, mesmo para esses escassos terrenos, a juventude revela pouca apetência. O tempo dos jogos de muda aos cinco e ganha aos dez, já lá vai. Porquê?

Tudo começou com erros políticos de que ainda nos ressentimos. A proibição da transferência de atletas que “não cabiam” no nível interno, provocando uma debandada; o desaparecimento de muitas das colectividades pequenas que alimentavam as principais; a venda de espaços dos clubes e por aí adiante.

Mas agora o tempo não é o de “chorar sobre o leite derramado”, mas de agir. Nada será como dantes. Os meninos e meninas na actualidade, desde cedo estão sujeitos a pressões de todo o tipo, inclusivamente às de cedo se terem que tornar chefes de família, mal se revelem os primeiros indicadores de talento. A oferta da sanduíche e do refresco, já não convencem o clã familiar...


“Cavalgar” esta onda favorável

Vive-se nos dias que correm um ambiente favorável à retoma. Há mais de uma década que não vibrávamos com feitos similares aos do Ferroviário da Beira e dos Mambas. Há que capitalizar o entusiasmo e motivação desses feitos, independentemente do que se vier a passar daqui para a frente, fazendo tudo para que a presença na alta roda africana seja a regra e não a excepção.

Não podemos querer ser profissionais com condições para amadores, com o rigor a ser aplicado só no que nos convém, desvalorizando as regras e “reprimendas” das entidades internacionais quanto à obrigatoriedade de movimentar camadas jovens, ter pelo dois campos de treino, etc. Investir na juventude, infelizmente, continua a não passar de um “slogan” para justificar seminários, viagens e promoções.

O país está de volta, também no desporto – disse o Presidente Nhussy. E se se antevêem novos paradigmas para o país, o desporto não pode continuar a viver de mão estendida aos patrocínios, mas bem pelo contrário transformar-se num sector vitorioso, capaz de colocar as marcas e os homens de negócios “à bulha”, para encontrarem um lugar de privilégio onde publicitem as suas marcas, seguros de que terão retorno garantido.

 


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