“Áreas de conservação devem ser sustentáveis e geradoras de riquezas”, Rui Monteiro

“Moçambique sempre foi um destino de lazer”. Começou assim o discurso de Rui Monteiro, em representação da CTA, neste último dia da Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza a realizar-se em Maputo. No entanto, nos últimos tempos, segundo Monteiro, a descoberta de recursos naturais alterou o foco dos visitantes, passando, com efeito, o país a receber mais homens de negócio do que turistas em si. É por isso que o turismo de negócio passou a ser uma prioridade, mas sem se dispensar o baseado na natureza, afinal, lembra Rui Monteiro, o ecoturismo tem condições para ser a grande aposta do turismo nacional, porque Moçambique tem fauna, flora e recursos marítimos ricos e diversificados.

Assim, de acordo com Monteiro, o grande objectivo é fazer das áreas de conservação sustentáveis e geradoras de riquezas.

Para Rui Monteiro, o ecoturismo nacional vai atingir patamares internacionais se o Estado e o sector privado desempenharem um trabalho nesse sentido, devendo atrair turistas. Passa por aí, igualmente, a aposta na luta contra a caça furtiva. “As áreas de conservação devem ser uma prioridade para todos sem leis que se sobreponham à protecção das mesmas. Do mesmo modo que a legislação deve ser favorável, porque a caça furtiva representa uma ameaça para a biodiversidade, é preciso combater a pobreza das populações pois daí surge a motivação para o abate de animais”, considerou, realçando que o turismo sustentável depende de educação e garantias de rendimento para as comunidades.


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