Atletas qualificados aos Jogos Olímpicos recebem bolsa da solidariedade

Atletas qualificados aos Jogos Olímpicos recebem bolsa da solidariedade

As velejadoras Denise Paruque e Maria Machava e a pugilista Alcinda Panguana beneficiaram de uma bolsa de solidariedade olímpica para melhorar as condições de treinamento. As três atletas vão receber uma quantia de 750 dólares por mês, durante um ano.

 

O país conseguiu qualificar cinco atletas aos Jogos Olímpicos de Tóquio, sendo duas de boxe e três de vela, num esforço que se pretende seja ainda mais aumentado o número de qualificados. As atletas estão numa fase inicial dos trabalhos de preparação, depois do relaxamento das medidas de prevenção e o Comité Olímpico prometeu garantir melhores condições para que possam estar ao mesmo nível das atletas que encontrarão em Tóquio.

Uma das condições que muitos reclamam tem que ver com questões sanitárias, neste momento em que o mundo, e o país em particular, estão em meio à pandemia do novo coronavírus. Um centro de estágio na Vila Olímpica do Zimpeto, com todas condições de alojamento, segurança de transporte e prevenção da contaminação da COVID-19, porque estariam melhores controlados, foi o pedido feito pelos atletas para que houvesse retoma dos treinos.

O Comité Olímpico de Moçambique ainda não atendeu este pedido por não reunir condições na Vila Olímpica, mas decidiu criar outras condições, nomeadamente a atribuição de uma bolsa olímpica a três atletas, nomeadamente as velejadoras Denise Paruque e Maria Machava, bem como a pugilista Alcinda Panguana, como forma de garantir o melhoramento das condições de treinos rumo aos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Uma bolsa que terá duração de um ano, sendo que cada uma das atletas vai receber um valor de 750 dólares mensais, equivalente a 45 mil meticais, para as suas despesas. As mesmas mostram-se felizes com este gesto do Comité Olímpico e prometem fazer bom uso desta bolsa, por forma a melhorar o seu treinamento, com vista a obterem melhores resultados nos Jogos Olímpicos.

Alcinda Panguana diz mesmo que vinha reclamando de apoio para o seu treinamento e “este apoio chegou sim e veio para minimizar muita coisa para todos os atletas”, acrescentando que “com este apoio vou continuar a trabalhar para fazer valer o acordo com assinei hoje (ontem), continuar a trabalhar para levar a bandeira avante”. Para esta pugilista, este acordo não constitui um “peso nas costas”, uma vez que “se consegui prata nos jogos africanos, significa que amanhã posso ter medalha de ouro e o que o foco é continuar a trabalhar para que isso possa acontecer”, garantiu.

Aliás, esta atleta diz que apesar da bolsa não pretende trocar de treinador e nem tem ambições de cumprir um estágio fora de portas a esta altura, porque “se consegui a qualificação com este treinador (Lucas Sinoia), é com este mesmo que vou continuar a trabalhar até aos Jogos Olímpicos e vou lutar para alcançar bons resultados com ele”.

Já Denise Paruque e Maria Machava, que lamentam o facto de não terem melhores condições, como um barco adequando para a sua classe, bem como não poderem contar com o seu treinador, esperam poder aproveitar para ter o mínimo necessário para os treinos. “Vamos continuar a trabalhar juntas e em coordenação, por que somos mais fortes juntas”, disse Maria Machava que disse ainda que “o acordo vai nos ajudar muito a subir de nível e vamos continuar a treinar com dedicação”.

Dedicação que também foi defendida por Denise Paruque, que também disse estar bastante satisfeita com o acordo que acabou de fazer. “Vamos poder ter bons treinos e com melhores condições” realçando que vai ser preciso trabalhar bastante para não perder a bolsa. “Como ouvimos temos que dar o nosso máximo porque se baixarmos de nível a bolsa pode ser retirada e por isso vamos treinar com muita dedicação e esforço”, disse Paruque.

 

Federações vão saber como gerir a bolsa das atletas

Entretanto, o Comité Olímpico espera que esta bolsa seja bem aproveitada pelas atletas, para que seja prorrogada, em Agosto de 2021. Penalva César, secretário-geral do Comité Olímpico de Moçambique disse que “a federação de cada modalidade é que vai dizer como gerir esta bolsa com o atleta para que possa ter as tais condições melhoradas”, destacando nas condições a alimentação, transporte, material de treino e outros.

Relativamente aos valores disponibilizados, nomeadamente de 750 dólares mensais, cerca de 45 mil meticais, Penalva César diz que deve servir para ajudar em tudo quanto precisem e que só melhor aproveitado vai garantir a prorrogação do acordo, quando este findar, em Agosto de 2021.

Aliás, segundo esclareceu Penalva César, este acto não é o primeiro, sendo que já outros atletas beneficiaram destas bolsas, o que significa que é o prosseguimento das acções de melhorias das condições para os atletas de alto rendimento.

Assim, as três atletas vem as condições de treinamento melhoradas e prometem responder com resultados nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

 

 


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