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  • José dos Remédios

    José dos Remédios

    Jornalista

  • Opinião

    3977 caracteres sobre o “ser” de Armando Artur

    Quatro anos depois de publicar As falas do poeta, Armando Artur regressa aos lançamentos. Desta vez, o título do livro é A reinvenção do ser e a dor da pedra, uma proposta equilibrada, na qual a palavra vai carregada de uma visão ulterior sobre os aspectos sugeridos.

    05 de Dezembro de 2018 19h11
  • Opinião

    O poder da escrita em Cri Essencia

    É um brado africano, repúdio, retrato da pequenez de alguns homens, uma ode a tanta mulher deserdada por um irmão nojento, absolutamente desprezível, do património deixado por uma mãe. É nisso que se encontra o poder da escrita de Cri Essencia

    07 de Novembro de 2018 22h27
  • Opinião

    A degradação da personagem em Gungunhana*

    Ao ficcionar a vida do imperador de Gaza, homem extremamente violento, Khosa constrói um cenário maquiavélico, que ao tirano permite atingir o poder sem ameaças de o perder, delegando, por isso, a morte do seu irmão, Mafemane, a Ualalapi.

    31 de Outubro de 2018 16h26
  • Opinião

    Na onda de Mar me quer

    Mar me quer é o título do espectáculo teatral do grupo Girassol, em exibição no Teatro Avenida até 28 deste mês. A peça é adaptada (e encenada) do texto dramatúrgico de Mia Couto, por Joaquim Matavel, igualmente mentor do Festival Internacional Teatro de Inverno (FITI).

    24 de Outubro de 2018 19:51:32
  • Opinião

    No movimento dos “Objectos em trânsito”

    Há quem diga que o Homem, na terra, é efémero e que um dia irá transcender para uma outra dimensão. E o que dizer dos objectos? Bem, se colocássemos a pergunta a João Roxo, a resposta seria, eventualmente, estão em trânsito.

    17 de Outubro de 2018 18h57
  • Opinião

    As faces de uma cidade em 'Vagando Maputo'

    Uma das maiores faces escondidas de Maputo é a Rua de Bagamoyo, para os mais velhos, Rua Araújo. E Eduardo Paixão é claro, quando, num dos seus belíssimos romances, Cacimbo, faz a descrição do que ali até hoje acontece

    03 de Outubro de 2018 21h59
  • Opinião

    As fragilidades da escrita em Pétalas d’água

    No que tange ao trato da língua/linguagem temos na obra de Chakil Aboobacar um exercício sugestivo. Em contrapartida, há tantos outros recursos indispensáveis à trama olvidados ou deixados à margem, daí certas fragilidades imporem-se no livro. Comecemos pelas descrições.

    19 de Setembro de 2018 17h47
  • Opinião

    O que importa na escrita de Lúcia Baptista

    Simultaneamente, este Serpentear nas esteiras do tempo é uma história de três gerações. Aliás, quando a narração começa, pode-se ficar com sensação de que o protagonista é Samuel, pai de Joana, pois, no primeiro capítulo, todas as focalizações incidem nele.

    22 de Agosto 18h54
  • Opinião

    Tradição – um factor de subalternização em Wambire

    O novo livro de Dany Wambire é uma proposta para o leitor viajar pela realidade moçambicana. À imagem do seu primeiro livro, este A mulher sobressalente é feito de circunstâncias próximas às peripécias dessas Munhavas abundantes no país.

    30 de Maio 20h22
  • Opinião

    A representação do poder em Dany Wambire

    Há cada vez mais bons livros infanto-juvenis no país, nos quais, crianças e adultos reencontram-se na Humanidade que lhes é comum. Durante anos, tivemos défice daquele tipo de literatura, mas agora, a qualidade acompanhada com a quantidade está a trilhar um percurso assinável.

    02 de Maio 20h25
  • Opinião

    O que move “A adubada fecundidade”

    A adubada fecundidade e outros contos. Este é o título de um dos livros de Dany Wambire, autor que aposta nas suas narrativas como quem prende, na escrita, a realidade de um território, os dilemas de um povo e suas vaidades.

    19 de Abril 01h24
  • Opinião

    O leitmotiv em Os poros da concha

    Leitmotiv é um termo alemão, que, ao nível literário, designa “motivos centrais que se repetem numa obra, ou na totalidade da obra, de um poeta” (Wolfgang Kayser, 1958).

    21 de Março 23h52
  • Opinião

    O melhor de Mbie em Mafu

    O músico, este guitarrista previamente conotado com monstruosidade dos bons, é um daqueles artistas que, estando no estrangeiro, conforme nos referimos no artigo “Os recriadores da tradição II – uma escuta aos grandes”, mantém-se leal a um conjunto de valores moçambicanos.

    07 de Março 17h40
  • Opinião

    Os sermões de Roberto Chitsondzo

    Em Kwiri, disco constituído por 14 músicas, umas muito conhecidas, outras nem por isso, ao estilo “bom rapaz”, Chitsondzo brinca de ser um modelo de vida.

    13 de Dezembro 15h54
  • Opinião

    O intimismo e a superação em Assa Matusse

    Já nos referimos ao facto de muitos poetas – no sentido mais vasto da criação – encontrarem na dor um motivo para fabricar sorrisos, como se o sofrimento servisse para inspirar alegria. Assa Matusse faz parte desse conjunto de artistas que, recorrendo às suas próprias intempéries, faz da música...

    29 de Novembro 16h14
  • Opinião

    Entre os 130 e os 30: um olá a Aldino Muianga

    A cidade de Maputo completa, hoje, 130 anos de existência. Como forma de celebrar o aniversário, resolvemos, no texto que se segue, deixar ficar uma mensagem para um autor que tanto representa a capital na sua obra lá vão 30 anos.

    10 de Novembro 23h36
  • Opinião

    As rotas do turismo

    É preciso fazer mais e melhor. Alguém disse isso. E para fazermos mais e melhor, se não soubermos como se faz, devemos ter a grandeza de ser pequenos e aprender dos outros.

    31 de Outubro 23h13
  • Opinião

    “Cicatriz encarnada”: o retrato do espaço

    Cicatriz encarnada não deixa de nos entregar circunstâncias feitas de sonhos enterrados, uma poesia feita de dor de ver a casa, o lar, perder o seu carácter acolhedor: “a mesa já não é o centro da família” (p. 28). Malanga é a casa dos sujeitos poéticos.

    17 de Outubro 22h36
  • Opinião

    Passado: uma mazela em Asas quebradas

    Para Aldino Muianga, neste livro, o passado é uma mazela que se impõe no destino das personagens para alterar percursos, eliminar laços de familiaridade, esclarecer episódios e projectar novos caminhos, sem haver preocupação em relação à destruição do amor.

    10 de Outubro 21h40
  • Opinião

    A intolerância em “o mundo que iremos gaguejar de cor”

    A intolerância é um incidente constante em o mundo que iremos gaguejar de cor, de Pedro Pereira Lopes. Manifestada de formas diferentes, aquela mácula aparece categoricamente no livro mesmo com alguma finalidade: discriminar, condenar ou punir.

    03 de Outubro 15h58
  • Opinião

    As dimensões da palavra em Armindo Mathe

    Armindo Mathe escreve como quem recolhe sentimentos de modo a vendê-los depois de manufacturados. O efeito disso acaba numa obra que nos desliga de quem somos enquanto a leitura dura. O poeta leva-nos aonde quer e bem entende, numa romaria cujo propósito é fazer de nós peregrinos da palavra.

    29 de Agosto 21h59
  • Opinião

    “VISÃO”: quando a bondade é conversa para boi dormir

    VISÃO é um livro de intervenção social que mostra como a ganância pode conduzir à degeneração de uma família que se revê na honestidade. Simultaneamente, esta obra de estreia de Manuel Mutimucuio brinca com a verdade de a bondade ter, muitas vezes, a ingratidão como paga.

    22 de Agosto 20h53
  • Opinião

    “Recados da alma”: do amor à reconstrução da memória

    Como contar a história dos últimos 50/ 60 anos? Certamente, esta pergunta não merece resposta inquestionável. Não existe uma fórmula definitiva, mas sempre há possibilidades de se recuar no tempo e, das suas entranhas, retirar-se o que de mais impactante encontra-se.

    10 de Agosto 20h09
  • Opinião

    De Ibsen a Moçambique, “Os pilares da sociedade”

    Os pilares da sociedade notifica-nos para, ao invés de atirarmos a primeira pedra contra os lobistas do país, passarmos a lutar por eles, porque libertá-los é também uma forma de devolver Moçambique aos carris do progresso.

    25 de Julho 21:08:00
  • Opinião

    “Os ângulos da casa” – o retorno à essência das coisas

    Os ângulos da casa recicla a poesia com coisas minguantes e sem se deslocar tanto do lugar, afinal partir, aqui, não implica necessariamente ir, também pode ser regressar a um plano que nos torna mais preparados para captar o que desperdiçamos em nós e em nosso redor.

    18 de Julho 18h06
  • Opinião

    As fintas do Mr. Bonde em “Ensaios poéticos”

    O que não tem de criativo no título, este livro de M. P. Bonde esbanja na capacidade de sorver certos recursos como ruído, o tempo, a água, fazendo disso um fertilizante fecundo à poética, sem ser previsível. Também nisso reside a beleza das fintas do poeta.

    27 de Junho 18h56
  • Opinião

    O encontro com a História em “Comboio de sal e açúcar”

    “Comboio de sal e açúcar” tem cuidado ao insinuar que nem sempre o verdadeiro inimigo é apenas quem julgamos ser. Dando crédito à ideia, revoltada com o que os soldados “governamentais” fazem, uma personagem bufa agastada: “Às vezes, aqueles que nos defendem são piores do que aqueles que nos atacam”

    13 de Junho 20h23
  • Opinião

    A monodia em “Fogo preso”

    "Fogo preso" não é um livro com poemas para serem declamados ou sussurrados ao ouvido. Nem tão pouco. Nesta monodia ao estilo grego Antigo Andes Chivangue é demasiado pungente para ser doce e meigo.

    06 de Junho 21h59
  • Opinião

    Amosse Mucavele: o poeta urbano

    O campo de visão desta Geografia de Mucavele tem mérito por nos levar a enxergar como as cidades são centros aglutinadores de mágoas, uma larica que consome o corpo, a esperança.

    01 de Junho 17h00
  • Opinião

    Passos de magia ao sol: o sonho em verso

    Mauro Brito escreveu este livro para um público sem rosto. Talvez não se tenha apercebido disso, mas os versos de Passos de magia ao sol, ao reflectirem uma parte de si, “que o tempo guardou nas gotas de chuva” (p. 06), por isso fértil, converge idades

    23 de Maio 20h51
  • Opinião

    “Mistérios da noite”: o farol disfarçado?

    “Mistérios da noite” junta vários afectos, com primazia para o amor que liberta um farol suficiente para iluminar a noite que aqui também sugere o lado sombrio do Homem, incapaz de respeitar a espécie e o meio que a sustenta.

    19 de Maio 20h32
  • Opinião

    Dos encantos da palavra em Mbate Pedro…

    Em Vácuos, mais do que no livro anterior, Mbate Pedro consegue impressionar ao dar-se mais tempo para pintar as páginas da existência… com uma poesia distante das perspectivas quotidianas. Assim, Vácuos, título inquietante quanto oportuno, solidifica, com efeito, que a angústia e a repugnância podem ser transformadas numa obra que nos preenche o vazio de coisas sãs

    18 de Maio 17h59
  • Opinião

    "O cão na margem" ou a poesia à imagem do mundo?

    Esta proposta poética de Patraquim representa o espírito de entidades que se atribuem a missão de reconstruir infra-estruturas melancólicas para dar azo à violência e à indiferença, não com o propósito promocional, mas com repúdio irrevogável.

    16 de Maio 18h24
  • Opinião

    O alcance poético de DESdENHOS

    Nestes DESdENHOS, a liberdade vive e floresce na meninice, porque nela se reúnem todos os elementos da abstração em relação a tudo de errado que o mundo e os desejos insensatos dão de graça ... de Marcel Duchamp.

    11 de Maio 19h53




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