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  • José dos Remédios

    José dos Remédios

    Jornalista

  • Opinião

    Entre os 130 e os 30: um olá a Aldino Muianga

    A cidade de Maputo completa, hoje, 130 anos de existência. Como forma de celebrar o aniversário, resolvemos, no texto que se segue, deixar ficar uma mensagem para um autor que tanto representa a capital na sua obra lá vão 30 anos.

    10 de Novembro 23h36
  • Opinião

    As rotas do turismo

    É preciso fazer mais e melhor. Alguém disse isso. E para fazermos mais e melhor, se não soubermos como se faz, devemos ter a grandeza de ser pequenos e aprender dos outros.

    31 de Outubro 23h13
  • Opinião

    “Cicatriz encarnada”: o retrato do espaço

    Cicatriz encarnada não deixa de nos entregar circunstâncias feitas de sonhos enterrados, uma poesia feita de dor de ver a casa, o lar, perder o seu carácter acolhedor: “a mesa já não é o centro da família” (p. 28). Malanga é a casa dos sujeitos poéticos.

    17 de Outubro 22h36
  • Opinião

    Passado: uma mazela em Asas quebradas

    Para Aldino Muianga, neste livro, o passado é uma mazela que se impõe no destino das personagens para alterar percursos, eliminar laços de familiaridade, esclarecer episódios e projectar novos caminhos, sem haver preocupação em relação à destruição do amor.

    10 de Outubro 21h40
  • Opinião

    A intolerância em “o mundo que iremos gaguejar de cor”

    A intolerância é um incidente constante em o mundo que iremos gaguejar de cor, de Pedro Pereira Lopes. Manifestada de formas diferentes, aquela mácula aparece categoricamente no livro mesmo com alguma finalidade: discriminar, condenar ou punir.

    03 de Outubro 15h58
  • Opinião

    As dimensões da palavra em Armindo Mathe

    Armindo Mathe escreve como quem recolhe sentimentos de modo a vendê-los depois de manufacturados. O efeito disso acaba numa obra que nos desliga de quem somos enquanto a leitura dura. O poeta leva-nos aonde quer e bem entende, numa romaria cujo propósito é fazer de nós peregrinos da palavra.

    29 de Agosto 21h59
  • Opinião

    “VISÃO”: quando a bondade é conversa para boi dormir

    VISÃO é um livro de intervenção social que mostra como a ganância pode conduzir à degeneração de uma família que se revê na honestidade. Simultaneamente, esta obra de estreia de Manuel Mutimucuio brinca com a verdade de a bondade ter, muitas vezes, a ingratidão como paga.

    22 de Agosto 20h53
  • Opinião

    “Recados da alma”: do amor à reconstrução da memória

    Como contar a história dos últimos 50/ 60 anos? Certamente, esta pergunta não merece resposta inquestionável. Não existe uma fórmula definitiva, mas sempre há possibilidades de se recuar no tempo e, das suas entranhas, retirar-se o que de mais impactante encontra-se.

    10 de Agosto 20h09
  • Opinião

    De Ibsen a Moçambique, “Os pilares da sociedade”

    Os pilares da sociedade notifica-nos para, ao invés de atirarmos a primeira pedra contra os lobistas do país, passarmos a lutar por eles, porque libertá-los é também uma forma de devolver Moçambique aos carris do progresso.

    25 de Julho 21:08:00
  • Opinião

    “Os ângulos da casa” – o retorno à essência das coisas

    Os ângulos da casa recicla a poesia com coisas minguantes e sem se deslocar tanto do lugar, afinal partir, aqui, não implica necessariamente ir, também pode ser regressar a um plano que nos torna mais preparados para captar o que desperdiçamos em nós e em nosso redor.

    18 de Julho 18h06
  • Opinião

    As fintas do Mr. Bonde em “Ensaios poéticos”

    O que não tem de criativo no título, este livro de M. P. Bonde esbanja na capacidade de sorver certos recursos como ruído, o tempo, a água, fazendo disso um fertilizante fecundo à poética, sem ser previsível. Também nisso reside a beleza das fintas do poeta.

    27 de Junho 18h56
  • Opinião

    O encontro com a História em “Comboio de sal e açúcar”

    “Comboio de sal e açúcar” tem cuidado ao insinuar que nem sempre o verdadeiro inimigo é apenas quem julgamos ser. Dando crédito à ideia, revoltada com o que os soldados “governamentais” fazem, uma personagem bufa agastada: “Às vezes, aqueles que nos defendem são piores do que aqueles que nos atacam”

    13 de Junho 20h23
  • Opinião

    A monodia em “Fogo preso”

    "Fogo preso" não é um livro com poemas para serem declamados ou sussurrados ao ouvido. Nem tão pouco. Nesta monodia ao estilo grego Antigo Andes Chivangue é demasiado pungente para ser doce e meigo.

    06 de Junho 21h59
  • Opinião

    Amosse Mucavele: o poeta urbano

    O campo de visão desta Geografia de Mucavele tem mérito por nos levar a enxergar como as cidades são centros aglutinadores de mágoas, uma larica que consome o corpo, a esperança.

    01 de Junho 17h00
  • Opinião

    Passos de magia ao sol: o sonho em verso

    Mauro Brito escreveu este livro para um público sem rosto. Talvez não se tenha apercebido disso, mas os versos de Passos de magia ao sol, ao reflectirem uma parte de si, “que o tempo guardou nas gotas de chuva” (p. 06), por isso fértil, converge idades

    23 de Maio 20h51
  • Opinião

    “Mistérios da noite”: o farol disfarçado?

    “Mistérios da noite” junta vários afectos, com primazia para o amor que liberta um farol suficiente para iluminar a noite que aqui também sugere o lado sombrio do Homem, incapaz de respeitar a espécie e o meio que a sustenta.

    19 de Maio 20h32
  • Opinião

    Dos encantos da palavra em Mbate Pedro…

    Em Vácuos, mais do que no livro anterior, Mbate Pedro consegue impressionar ao dar-se mais tempo para pintar as páginas da existência… com uma poesia distante das perspectivas quotidianas. Assim, Vácuos, título inquietante quanto oportuno, solidifica, com efeito, que a angústia e a repugnância podem ser transformadas numa obra que nos preenche o vazio de coisas sãs

    18 de Maio 17h59
  • Opinião

    "O cão na margem" ou a poesia à imagem do mundo?

    Esta proposta poética de Patraquim representa o espírito de entidades que se atribuem a missão de reconstruir infra-estruturas melancólicas para dar azo à violência e à indiferença, não com o propósito promocional, mas com repúdio irrevogável.

    16 de Maio 18h24
  • Opinião

    O alcance poético de DESdENHOS

    Nestes DESdENHOS, a liberdade vive e floresce na meninice, porque nela se reúnem todos os elementos da abstração em relação a tudo de errado que o mundo e os desejos insensatos dão de graça ... de Marcel Duchamp.

    11 de Maio 19h53




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