Autoridades prevêem inundações nas cidades do sul e centro

Autoridades prevêem inundações nas cidades do sul e centro

As autoridades de meteorologia prevêem chuvas intensas, a partir deste fim-de-semana, o que poderá provocar inundações em algumas cidades do sul e centro do país. A informação foi avançada, ontem, após um encontro do Conselho Técnico de Gestão de Calamidades.

O INAM refere que a queda de chuva na presente época tem sido irregular, sendo que, a partir do próximo fim-de-semana, poderá assistir-se a chuvas intensas. “Já havíamos adiantado que teríamos chuvas normais, com tendência para acima do normal, nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro, para as regiões sul e centro do país, e abaixo do normal, na zona norte. Para Janeiro, Fevereiro e Março, prevemos chuvas acima do normal para o norte da província de Gaza e Inhambane e na região centro do país.

Para a zona norte, esperamos chuvas normais, com excepção da parte norte de Cabo Delgado. Isto é, significa que teremos chuvas que bastem para os agricultores desta região do país”, disse Acácio Tembe, do INAM, para depois avançar que, este fim-de-semana, haverá chuvas intensas.

“Neste sábado e domingo, prevemos chuvas com alguma intensidade. Para a região sul, esperamos que seja no final do dia 10 para o dia 11 e far-se-á sentir nas cidades de Maputo e Matola e nas províncias de Gaza e Inhambane. Já no dia 12, estamos a prever alguma chuva considerável nas províncias de Manica e Sofala”, precisou Acácio Tembe, do INAM.

Cheias: um cenário possível

Com a quantidade da chuva que se espera para a presente época chuvosa, que termina em Março, a direcção Nacional de Recursos Hídricos, além das inundações nas cidades, prevê cheias em algumas bacias das regiões centro e sul. “Quanto a cheias, parece que será um ano normal. Mas prevemos a ocorrência de cheias de nível moderado, nas bacias de Licungo, Búzi, Púnguè, Save e Incomáti. Mas a nossa grande preocupação vai para as cheias urbanas. Sabemos que as nossas cidades são vulneráveis. a cidade de Maputo, por exemplo, só por chover acima de 100 milímetros, já é uma preocupação. Sendo assim, prevemos inundações na capital, na cidade da Matola, Boane, Chókwè, Xai-Xai, Beira e Dondo”, disse Agostinho Vilanculos, da Direcção Nacional Recursos Hídricos, destacando alguns bairros de Maputo tidos como críticos neste quesito, casos de Inhagóia, Xipamanine, Magoanine, Hulene, entre outros.

INGC preparado para eventualidades

Sem avançar valores, o Instituto Nacional de Meteorologia (INGC) disse estar a preparar um plano de contingência para fazer frente aos eventos que possam acontecer. “O plano traz uma abordagem nova, que tem a ver com o seu mecanismo de financiamento, através do fundo de gestão de calamidades, que foi um instrumento aprovado pelo Governo. isto vai permitir que o plano de contingência não abranja apenas esta época chuvosa e ciclónica, que vai desde Outubro a Março, como era tradicional, sendo que neste momento permite que esse plano seja anual. Fora deste período, podemos ter outros fenómenos, como sismos, derrames, epidemias e outros cenários. Com este plano anual, seremos capazes de responder a qualquer cenário que ocorra”, avançou Paulo Tomás, do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.

Interrompida irrigação de machambas a partir de Umbelúzi

A Direcção Nacional dos Recursos Hídricos diz que, depois de ponderar por algum tempo, irá cortar em definitivo o abastecimento de água aos agricultores que usam a bacia do Umbeluzi. Com capacidade de 400 milhões de metros cúbicos de água, a Barragem dos Pequenos Libombos, no distrito de Boane, conta neste momento com apenas 19% da sua capacidade. Porque a pressão exercida pelos agricultores é grande e põe em risco o abastecimento de água à cidade e província de Maputo, as autoridades irão cortar totalmente o fornecimento de água às machambas. “Estamos num estado crítico de armazenamento e vamos cortar o abastecimento aos agricultores. Já havíamos acordado com estes que só podíamos dar garantia de água até Setembro, mas depois recebemos um pedido deles para que pudéssemos estender esse prazo – e fizemo-lo até 30 de Outubro -, uma vez que diziam que as culturas estavam em fase de desenvolvimento e a falta de água poderia colocar em causa a produção. Mas agora não podemos mais, pois podemos colocar em causa o abastecimento de água às cidades de Maputo, Matola e vila de Boane, que dependem da água retida naquela barragem”, explicou Agostinho Vilanculos.


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