Avançadas primeiras hipóteses sobre queda fatal de avião no Irão

Avançadas primeiras hipóteses sobre queda fatal de avião no Irão

“Falha técnica”, “ataque com míssil”, “terrorismo”, “colisão com drone” e outras possíveis causas podem ter originado o despenhamento do avião ucraniano no qual morreram 176 pessoas, na quarta-feira, no Irão.

A aeronave pegou fogo quando estava no ar e voava de volta ao aeroporto internacional Imam Khomeini, em Teerão, quando se despenhou, sem ter havido pedidos de ajuda, escreve o “Expresso” de Portugal e adianta que “isso explica pouco” das “várias hipóteses estão a ser ponderadas pelas autoridades ucranianas” e acima arroladas.

Não se descartada, também, a possibilidade de alguém se ter feito explodir dentro do avião, num “acto terrorista”.

A comissão que investiga o incidente inclui especialistas que participaram na investigação à queda do avião da Malaysia Airlines, que fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur, em Julho de 2014, com 298 pessoas a bordo. Mais tarde, apercebeu-se que foi abatido, o que resultou na acusação, em 2019, de “quatro homens”, sendo “três russos e um ucraniano, que vão ser ouvidos em tribunal em Março deste ano”, disse o “Expresso”.

Não houve sobrevivente entre os 176 passageiros e tripulantes (82 iranianos, 63 canadianos, 10 suecos, nove elementos da tripulação da Ukraine International Airlines, quatro afegãos, três alemães, três britânicos e dois passageiros ucranianos).

A resposta ao que causou a tragédia estará nas caixas negras do avião, as quais foram recuperadas. Entretanto, o regime iraniano afirmou, no dia do acidente, que não irá partilhar qualquer informação nem com os Estados Unidos da América (EUA) nem com a Boeing, fabricante do avião.

“Não vamos entregar as caixas negras ao fabricante [Boeing] e aos americanos”, afirmou o chefe da organização de aviação civil do Irão, Ali Abedzadeh, citado pela agência de notícias Mehr. “Ainda não sabemos em que país as caixas negras vão ser analisadas”, segundo o “Expresso”.

Contudo, um antigo dirigente da Administração Federal de Aviação dos EUA explicou que é “apenas mandatória a participação da Ucrânia na investigação, como país onde está registada a aeronave (modelo 737-800) e a operadora”. Mas, “não há forma de o Irão se recusar a trabalhar com a Boeing”, porque esta é que “tem toda a informação, que tem todos os técnicos, e que conhece o avião”.

 

 


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