Baixa da Cidade de Maputo volta a registar agitação

Agitação volta a tomar as ruas e avenidas da baixa da Cidade de Maputo. Onde as várias especialidades da PRM e polícia municipal ocuparam os pontos de venda impedindo o exercício do comércio informal.

Na manhã desta terça-feira a baixa da Cidade de Maputo acordou com as ruas e avenidas ocupadas pela polícia e os vendedores concentravam-se nas bermas sem exercer a actividade do comércio informal. Era um cenário pouco habitual para o que vem caracterizando a baixa da cidade de Maputo nos últimos anos. 

Há dez dias depois de terminar o prazo para retirada voluntária houve confrontes entre polícia e vendedores. Esta terça-feira os vendedores dizem não ter informação se é a retirada definitiva ou é pela prevenção contra a pandemia de coronavírus. Visto que ficam aglomeradas durante o exercício das actividades.  Os vendedores acusam a polícia de vandalizar seus produtos. “Pela noite foram tiraram nossos produtos, e alguns policiais do município fardados retiraram os produtos, isso é vandalismo”.

Um dos responsáveis da associação dos vendedores informais diz ter tido um encontro com a edilidade de Maputo onde foi informado que existe espaço para acolher os informais. O Espaço em referência encontra-se no Distrito Municipal Ka Mavota na Rua da Beira. Neste momento o local não possui nenhuma infra-estrutura de suporte para o exercício da activdade comercial. “A mensagem que eu trago para os meus colegas é para que todos saiam daqui, ao invés de fazer confusão e vão para Laulane, onde o Conselho Municipal arranjou espaço para nós. Mas é um espaço vazio lá não tem nada”. Disse a nossa fonte. Entretanto os vendedores dizem ter uma sugestão do local para exercício das suas actividades. Referem que preferencialmente deviam ser alocados o espaço baldio próximo a praça da juventude entre os bairros de Magoanine e Malhazine.

E devido a agitação na baixa da Cidade de Maputo desconhecidos arremessaram objectos contra a viatura do grupo SOICO e quebraram um dos vidros laterais.

Entretanto o Município de Maputo chamou a imprensa ao meio da tarde desta terça-feira para reiterar que não vão recuar enquanto não retirar os vendedores informais das Ruas e Avenidas da capital do país. Albertina Tivane que e porta-voz da edilidade manifestou da seguinte forma a postura do município. “ Este trabalho vai continuar nós não vamos vacilar porque esta em causa o bem-estar de todos e esta em causa a saúde pública. E a entidade que tem a responsabilidade de manter a cidade limpa e organizada é o conselho municipal”.

Nos últimos dias segundo a porta-voz do município há perto de 100 vendedores informais que receberam nos guias e enquadrados nos mercados existentes na Cidade de Maputo.

Quanto ao mercado do centro emissor que esta localizada no Bairro de Laulane, Albertina Tivane disse que há o compromisso da edilidade em criar as devidas condições para o exercício da actividade comercial. A porta-voz do município de Maputo refutou as alegacões dos vendedores segundo as quais os polícias arrombaram e apoderaram-se indevidamente das suas mercadorias. Tivane disse que não levaram nenhuma mercadoria mas sim artigos que obstruíam a imagem e circulação das pessoas, falando exatamente de pedações de cadeiras, carinhas de atraccão manual, entre outros.

A polícia vai permanecer nas ruas e avenidas até a saída do último vendedor informal.

 

 

 


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