Banco Central sanciona ex-gestores do Moza

Banco Central sanciona ex-gestores do Moza

Em comunicado publicado na edição de hoje do jornal O País, o Banco de Moçambique informa que aplicou sanções aos ex-membros do Conselho de Administração e Comissão Executiva do Moza Banco implicados na deterioração da situação financeira e prudencial da instituição financeira desde 2015. Os visados têm multas que variam entre 300 mil a 500 mil meticais e possuem inibições ao exercício de cargos sociais e funções em instituições de crédito e sociedades financeiras durante dois a três anos.

Na lista dos punidos, consta o nome de Prakash Ratilal, antigo Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Moza Banco, que, tal como o antigo Presidente da Comissão Executiva (PCE) do Moza Banco, Ibrahimo Ibrahimo, foi lhe aplicado uma multa de 500 mil meticais e uma sanção de três anos de inibição ao exercício de cargos sociais e funções em instituições de crédito e sociedades financeiras.

Também com uma multa de 500 mil meticais e uma inibição de três anos ao exercício de cargos sociais e funções em instituições de crédito e sociedades financeiras estão César Augusto Gomes, Luís Magaço, João Luiz Jorge e Rui Manuel Guerra.

Por sua vez, Paulo Ratilal e Luís Tiago Pinto foram sancionados com uma multa de 300 mil meticais e dois anos de inibição ao exercício de cargos sociais e funções em instituições de crédito e sociedades financeiras.

O Banco de Moçambique, dirigido por Rogério Zandamela, avança que a publicação das sanções visa prevenir situações similares e garantir que haja transparência na gestão  das instituições de crédito e sociedades financeiras. Nestes termos, entende a autoridade financeira, ficam protegidos os interesses dos depositantes, investidores e outros credores, para além de salvaguardar as condições normais de funcionamento do mercado monetário, financeiro ou cambial.

Em  Maio de 2017, a Kuhanha foi seleccionada pelo Banco de Moçambique para recapitalizar o Moza Banco. A Sociedade Gestora do Fundo de Pensões do Banco de Moçambique - Kuhanha teve de injectar 8 170 milhões de Meticais para recapitalizar o Moza Banco.

Foi a mesma Kuhanha  que comunicou em Fevereiro último ao mercado a assinatura de um memorando de entendimento com a Arise Fund para a entrada deste investidor no capital social do Moza, com uma posição minoritária na estrutura accionista.

O acordo assinado previa ainda que o Moza adquira o Banco Terra, instituição participada pela Arise Fund em Moçambique.

A Arise Fund foi criada em 2016 e junta os serviços financeiros dirigidos em África pelo Fundo Soberano norueguês Norfund, pelo banco de desenvolvimento FMO e pelo Rabobank, ambos holandeses.

 


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