Banco Mundial anuncia liberação de 200 bilhões de dólares para acções climáticas

Banco Mundial anuncia liberação de 200 bilhões de dólares para acções climáticas

O Banco Mundial anunciou durante a Conferência do Clima da ONU (COP24), um investimento de 200 bilhões de dólares para "apoiar países a tomarem acções climáticas ambiciosas". O dinheiro deve ser investido entre 2021 e 2025.

De acordo com Kristalina Georgieva, presidente do Banco Mundial, metade desse dinheiro deve ir para "construir casas, escolas e infra-estruturas melhor adaptadas, e investir em agricultura inteligente, gestão sustentável de água e redes de segurança social."

100 bilhões de dólares são recursos do próprio Banco Mundial. A outra parte do dinheiro virá de financiamento combinado e de capital privado mobilizado pela entidade.

O financiamento de acções para lidar com as mudanças no clima é um dos temas em discussão na Conferência, que tenta definir um "livro de regras" sobre como deve funcionar o Acordo de Paris, ratificado em 2015.

Os países do Hemisfério Sul esperam que a comunidade internacional amplifique seus objectivos de redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa. Além disso, pretendem recordar ao Norte a promessa de aumentar o financiamento das políticas climáticas nos países em desenvolvimento a 100 bilhões de dólares por ano até 2020.


Segundo dia de negociações

Os países mais ameaçados pelas catástrofes climáticas devem pedir mais compromissos das nações do Hemisfério Norte, em um contexto geral nada animador. Os presidentes dos Estados particularmente vulneráveis, como Honduras e Bangladesh, participarão do encontro.

"O grupo dos PMA (Países Menos Avançados) representa quase um bilhão de pessoas. Elas são as menos responsáveis pela mudança climática, mas as mais vulneráveis a suas consequências", comentou antes da conferência o presidente da delegação, o etíope Gebru Jember Endalew, que apontou a necessidade de "bilhões de dólares" para financiar estas políticas.

Mas os analistas temem que o contexto internacional, com a reiterada rejeição do presidente americano Donald Trump ao Acordo de Paris, não seja propício para a adopção de novos compromissos.

E a Polónia, que preside a reunião e é uma grande defensora de sua indústria do carvão, tem outras prioridades. Além da aprovação crucial das regras para colocar em prática o Acordo de Paris, Varsóvia deseja promover uma "transição justa" para uma economia com pouca emissão de carbono e que o encontro de cúpula aprove um texto neste sentido.

De acordo com uma versão preliminar, à qual a agência de notícias France Presse teve acesso, a "declaração de Silésia", coração da produção de carvão polonesa", "admite os desafios enfrentados pelos sectores, cidades e regiões em um período de conversão das energias fósseis (...) e a importância de assegurar um futuro decente aos trabalhadores afectados por esta transição".


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