BCI reporta lucros de mais de 60,72%

BCI reporta lucros de mais de 60,72%

Os lucros líquidos do Banco Comercial de Investimento (BCI) atingiram mais de quatro biliões de meticais em 2018, contra 2.474 milhões de meticais registados no ano anterior. Os accionistas do Banco Comercial de Investimento reportam lucros líquidos no valor de 4.026,01 milhões de meticais no exercício económico do ano passado, mais de 60,72% que em 2017.

Esse desempenho se reflectiu no aumento da rentabilidade dos capitais próprios em 5,9 pontos percentuais (25,15% em 2018 e 19,28% em 2017), anotou o Presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa.

Acrescentando, que “esta evolução foi determinada, em grande medida, pelo desempenho positivo do produto bancário que incrementou 997,14 milhões de meticais, mais 7,59% que em 2017, propiciada pela evolução registada ao nível da margem financeira que cresceu 1.6 bilião de meticais (mais 20,52%)”.

Porém, o activo líquido do BCI reduziu ligeiramente em 0,66% em 2018, atingindo cerca de 153.6 mil milhões de meticais, relativamente ao exercício económico do ano anterior.

O mesmo cenário verificou-se no volume de negócios, que reduziu 968 milhões de meticais, atingindo um montante de 187.8 biliões de meticais, como resultado da redução da carteira de crédito em cerca de 253.9 biliões de meticais, derivado da conjuntura macroeconómica pouco favorável dos últimos dois anos, e consequente redução da procura de crédito.

Mas, “a rigorosa disciplina financeira que caracteriza o BCI permitiu reforçar consistentemente os rácios de capital de forma a cumprir com os mínimos exigidos pelo Banco Central”, apontou o PCE desta instituição financeira. No final de 2018, o Banco Comercial de Investimentos registou um rácio de solvabilidade de 16,96%, acima do limite mínimo de 9% exigido pelo Banco de Moçambique (BM).

APAGÃO NAS TRANSACÇÕES ELECTRÓNICAS

Sobre o blackout da rede interbancária de movimentos electrónicos (ATM e POS, por exemplo) registado em Novembro do ano passado, na maioria dos bancos comerciais do país, Paulo Sousa, minimizou os impactos.

“Foi um fenómeno temporário e já ultrapassado. As nossas transacções continuam muito estáveis”, argumentou o PCE do BCI, declinando entrar em detalhes sobre a entrada do novo provedor do sistema financeiro.

Recorda-se, que desde Dezembro último, que o sistema bancária moçambicano conta com novo sistema de pagamentos electrónicos interbancário, a Euronet, em substituição dos portugueses da Bizfirst.

Não se sabe ao certo quando entra em operação o software do novo provedor, cujas cláusulas contratuais estão guardadas à “sete chaves”.
“Esse é um assunto que diz respeito ao regulador (Banco de Moçambique. Não cabe a nós revelar os contornos do negócios”, referiu o Presidente da Comissão Executiva do BCI.

UM OLHAR A 2019
Com os resultados líquidos no verde no exercício económico de 2018, os accionistas do BCI já perspectivam um novo ano (2019) melhor.

“Com o anúncio das Decisões Finais de Investimento (DFI) nas áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma, esperamos que a economia moçambicana cresça a um ritmo elevado este ano. Nós (BCI) queremos fazer parte dessa mudança, financiando às PME moçambicanas”, vaticinou Paulo Sousa.

No campo da expansão, os accionistas do BCI fixaram como meta a instalação de 18 agências bancarias nos distritos ainda sem cobertura. Aliás, faltam 23 pontos para a cobertura total.

Refira-se, que o Banco Comercial de Investimento possui uma carteira de cerca de 1.7 milhão de clientes, com 203 agências bancárias que correspondem a 30,17% do total da rede do sistema bancário.


 


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