Bonga, Jaime, o Prémio Eloquência é teu

Do rhonga, língua de Maputo, bonga significa berrar, gritar ou bradar. Coincidentemente, Bonga também é o apelido de Jaime, estudante recentemente licenciado em Ensino de Português pela Universidade Pedagógica de Maputo, que, sexta-feira, venceu a 16ª edição do Prémio Eloquência Camões. Mesmo assim, o vencedor não bongou, quer dizer, não berrou e nem gritou. Manteve a humildade aparente, tentando conter a satisfação de vencedor. Os sorrisos não o permitiram. Quando João Pignatelli, Director do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, disse o seu nome, ao anunciar o vencedor, Jaime, que poderia ser Bonde, mas que é Bonga, apenas sorrio com elegância, como se também isso tivesse aprendido ao longo das semanas nas oficinas da oralidade orientadas pela actriz Ana Magaia.

Sem fazer justiça ao apelido que possui, no fim da cerimónia, Jaime Bonga falou serenamente, explicando por que se inscreveu no Prémio Eloquência: "sou muito apaixonado pela oratória. Escrevi-me neste concurso exactamente para desenvolver essas habilidades da oralidade. Fico feliz com este prémio e espero que esta seja uma porta aberta para mim mesmo, de modo que possa evoluir sempre e cada vez mais".

A 16ª edição do Prémio Eloquência Camões foi a primeira que teve como público-alvo estudantes universitários. Na final realizada sexta-feira, oito concorrentes disputaram o grande prémio de oratória. Além de Bonga, mais dois foram premiados, nomeadamente, Henrique Benhane e Pedro Sitoe.

Henrique Benhane, segundo classificado do concurso, destacou o seguinte da sua participação: “Penso que desta formação o que se pode retirar são as aulas que tivemos com a professora Ana Magaia. Penso que este concurso possa servir como montra e para me catapultar para outros terrenos que eu quero seguir”. Não distante desta abordagem, Pedro Sitoe considerou, no final da cerimónia desta sexta-feira, que “a oratória é algo que eu sentia estar em falta em mim. Por isso, quis poder aperfeiçoar a arte de poder falar em público. Com este concurso, tive a oportunidade de agregar valores”.

Além da actriz Ana Magaia, o Prémio Eloquência teve como membros do júri a docente universitária Carla Maciel e o Leitor do Camões na Universidade Pedagógica de Maputo, José Marques.

Na Oficina desta iniciativa que resulta de uma parceria entre o Camões – Centro Cultural Português e a Universidade Pedagógica de Maputo, os estudantes aperfeiçoaram técnicas de expressão oral dos textos que submeteram a concurso, os quais foram apresentados publicamente na final.

Os três classificados desta edição do Eloquência foram premiados com livros, certificados e dinheiro (cinco mil para o primeiro lugar, três mil para o segundo e dois mil meticais para o terceiro).


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