CCBM apresenta mostra de teatro

CCBM apresenta mostra de teatro

Os espetáculos que serão levados ao Centro Cultural Brasil-Moçambique são aqueles espetáculos que tiveram sucesso na apresentação, os quais valorizam a dramaturgia contemporânea e o diálogo entre a cultura moçambicana e a brasileira.

Referindo-se ao evento, a organização adianta que "foi escolhida também a linguagem teatral para este acto uma vez que a cada ano se solidifica ainda mais como uma forte tendência as artes cênicas como uma das vocações do espaço, assim como consequente formação de plateia e democratização do uso de suas dependências para sobretudo grupos de teatro moçambicanos".

Segundo o curador da mostra, o actor brasileiro radicado em Maputo, Expedito Araújo, os artistas convidados trazem temas relacionados intimamente com a contemporaneidade da vida moçambicana e prometem surpresas, já que são estreitamente comprometidos com o fazer teatral. "Assim o Grupo Teatral Os Anónimos, o Grupo de Teatro do CCBM, o Grupo Cultural Hanya Arte, o Grupo de Teatro Tsakile Ngopfu, o Grupo Teatral Makwerho e as actrizes Lucrécia Paco e Melanie de Vales, a poetisa Énia Lipanga e a bailarina cubana Nena Vernes nesta mostra fazem valer o poder do teatro: de contar, de contestar, de reinventar, de transformar, para melhorar a vida, sempre.”.

A abertura oficial da mostra vai realizar-se no dia 18, às 18h30, no Auditório Vinícius de Moraes e arranca com "Comédias da vida privada", com o Grupo de Teatro Tsakile Ngopfu. É uma livre adaptação de Alberto Manoel a partir do livro do escritor cronista brasileiro Luís Fernando Veríssimo. A peça coloca em jogo a família, as angústias, os casais, os vizinhos barulhentos e a infidelidade. No elenco juntam-se Ana Fernandes, Danilo Cruz, Edgar Mbanze, Hervé Muneza, Isabel Taborda, Joana B, Lara Faria, Mar Correia, Rassula Santos e Yasfir Yusuf, com participação especial de Amélia Socovinho, Jéssica Garbo e Rivaldo Mumguambe, do Grupo de Teatro do CCBM.

No segundo dia, mesma hora, ao palco vai "Kuphanda", com o Grupo Teatral Makwerho. "Kuphanda, flores que nunca murcham?" é uma obra de artes cénicas que retrata a vida dos meninos da rua. Esta obra faz com que o espectador imagine a realidade passada nas ruas, levando-o a uma reflexão sobre o passado e o presente de quem sofreu os efeitos da vida nas ruas, elevando mais o valor dos mendigos, convidando os diversos traços sociais a valorizar a esta camada social. A obra foi criada pelo artista moçambicano Estreanty (Ernesto Langa para todas faixas etárias.

No dia 20 será a vez de "Que as paredes não me deixem mentir", com Énia Lipanga, Expedito Araújo, Melanie de Vales e Nena Vernes. Este é um espectáculo de poesia erótica onde vão ser interpretados, cantados e dançados poemas de Énia Lipanga. A interpretação estará a cargo de Expedito Araújo, na música a actriz e cantora Melanie de Vales e na dança estará a bailarina cubana Nena Vernes.

No dia 21, "A Espera do Godot", com o Grupo Teatral Os Anónimos. A espera do misterioso Godot pretende despertar a necessidade de cada um manter a esperança de um provável futuro melhor, depois das crises, miséria e fome que assolam o país. A peça, de Samuel Beckett, com adaptação e encenação de Fernando Macamo e supervisão de Angelina Chavango discorre sobre dois amigos Didi e Gogo, que depois da guerra ter destruído tudo, misteriosamente ganharam uma fé inabalável de que alguém muito poderoso virá buscá-los. E lá como forma de passar o tempo brincam, jogam, cantam, armam ciladas, tudo porque dá um tédio esperar no vazio por um desconhecido.

"A casa da fantasminha", com o Grupo de Teatro do CCBM, será apresentada no dia 23. A velha casa da fantasminha é palco de descobertas, amizades e trapalhadas. É onde os dois mundos se cruzam, o de fantasmas e de gente para brotar alegria. Texto de Pedro Heim e direcção de Maria Clotilde. No elenco, Abel Zacarias, Amarildo Rungo, Almira Rego, Amelia Socovinho, Cheila Maluleque, Eduardo Agostinho, Faizal Ussena, Filó Magaia, e Yuny Quehá, integrantes do Grupo de Teatro do CCBM.

Ao CCBM, Lucrécia Paco irá com "Soltar a palavra", uma forma de percorrer o tempo e o espaço através de excertos de autores que marcaram a trajetória da actriz.

Outro espectáculo que será apresentado é: "Ngilina da Zona", com o Grupo Teatral Hanya Arte. Ngilina, jovem vítima da tradição moçambicana, lobolada aos 16 anos, sofreu violações pelo seu marido. Ela foge de casa e como consequência torna-se prostituta com intuito de ganhar dinheiro e devolver o lobolo, que lhe torna presa ao seu passado. Com o Grupo Teatral Hanya Arte, grupo criado em 2016 com o propósito de promover, incentivar e desenvolver actividades culturais, tendo como foco o teatro. Com dramaturgia e encenação de Maria Clotilde, traz no elenco, Joana Mbalango, Ailton Zimila e Fernando Macamo.

 

 


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