Chissano resguardou a unidade e unicidade do Estado moçambicano

Chissano resguardou a unidade e unicidade do Estado moçambicano

Teodato Hunguana foi o orador principal convidado a dissertar sobre “Os grandes eixos da política externa: a inserção regional e internacional de Moçambique”. Na intervenção no painel, ao constitucionalista interessou focar-se no grande papel que Joaquim Chissano teve para Moçambique.

De acordo com Hunguana, o antigo Presidente da República resguardou a unidade e unicidade do Estado moçambicano ao assumir com mérito o enorme desafio de encontrar caminhos da paz e harmonia social numa altura em que muitos dos moçambicanos não estavam preparados para a mudança.

Na óptica de Teodato Hunguana, a visão e liderança de Chissano garantiram a transição para democracia em Moçambique sem ruptura, introduzindo no país o multipartidarismo. O constitucionalista advoga que o antigo Presidente da República impediu a eventual derrocada do Estado: “Este foi sem dúvidas um dos méritos da sua liderança”.  Para o efeito, salientou que Chissano desenhou uma estratégica que passou pela diplomacia, diálogo com a Renamo e preparação de instituições nacionais para o fim da guerra.

Tomás Vieira Mário, outro orador do painel, referiu-se à importância diplomática de Joaquim Chissano no plano externo. O jornalista lembrou que Joaquim Chissano soube negociar com o inimigo regime do Apartheid, conseguindo fazer com que o então presidente da África do Sul, Piter Botha, e o seu Ministro Pik Botha, visitassem Songo, na Cahora Bassa, em Tete.

Posteriormente, o antigo Chefe do Estado foi à ribalta para esclarecer que o convite a Botha para conhecer Songo, na verdade, tinha como propósito de o convencer para libertar Nelson Mandela. A conversa que tiveram, disse Chissano, convenceu os sul-africanos de tal forma que quando o regime do Apartheid teve novo presidente, Frederik de Klerk, este veio a Moçambique para se encontrar consigo. Ao vir a ao país, De Klerk pretendeu conhecer melhor a FRELIMO, e, aí, Chissano convenceu o presidente sul-africano de que era urgente libertar Nelson Mandela. Coincidentemente ou não, lembrou Chissano, tal evento não tardou a acontecer.

 

 


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