Circulação de camiões na EN4 embaraça o trânsito

Circulação de camiões na EN4 embaraça o trânsito

Desde Novembro a esta parte aumentou de 500 para 800 o número de camiões de grande tonelagem que diariamente transportam crómio da África do Sul para o Porto de Maputo. Com muitos camiões na estrada há relatos de insegurança na EN4.

O aumento de camiões na Estrada Nacional Número Quatro está a causar embaraços no trânsito e na própria segurança rodoviária. São muitos camiões carregados que fazem longas filas na estrada que liga África do Sul ao Porto de Maputo. Eduardo Nhancundela, conduzia um camião articulado, carregado de fero crómio e acabava de sair do Terminal Internacional Rodoviário de Ressano Garcia, vulgo quilómetro quatro, quando foi abordado pela reportagem do “O País” o camionista disse que actual situação está insustentável.

“Há muita lentidão lá dentro. Mas também há muitos camiões que entram para cá e fazem o mesmo trabalho que fazemos”. A Autoridade Tributária (AT) de Moçambique explica que o aumento de camiões na EN4 deve-se à interrupção temporária de transporte de uma parte de crómio por via ferroviária, uma decisão tomada pelas autoridades sul-africanas.

Felisberto Tinga, porta-voz da Autoridade Tributária reconhece a situação difícil que se vive ao longo daquela rodovia e diz que já há trabalhos em curso visando reverter o cenário que se assiste na EN4 ou seja no quilometro quatro onde os carros fazem fila que chega a atingir 10 km.

“Tivemos aumento de camiões porque parte da carga que era transportada por comboio passou para a estrada. Temos indicações de que há uma mina de ferro crómio que acaba de abrir na África do Sul o que está a contribuir para o aumento do trânsito, passaram de 500 para 800 camiões que transitam por dia pela estrada nacional número com destino ao porto de Maputo”.

Em Novembro último, uma delegação da Autoridade Tributária de Moçambique, reuniu-se com as autoridades sul-africanas para estudarem estratégias para flexibilizar o trafego de viaturas, sobretudo camiões, entre os dois pontos fronteiriço, Ressano Garcia e Lebombo do lado sul-africano.

O Porta-voz da Autoridade de Moçambique deu a conhecer ainda que como solução do problema, do lado moçambicano, será criado o sector de trânsito no quilometro quatro que será reforçado por funcionários para que se dedique a regular o transporte de ferro crómio. A AT disse igualmente que vai estender o horário para atender o trânsito de mercadoria sobretudo vinda da África do Sul. Nas medidas adoptadas pelas autoridades moçambicanas inclui-se o aumento de horas para atendimento dos camiões passando a terminar até 23h. E porque são camiões pesados e longos, será usado o parque da empresa khudumba para que os camiões estacionem enquanto tratam do expediente relativo ao desembaraço aduaneiro.


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