Comércio entre China e Moçambique caiu 5 por cento

Comércio entre China e Moçambique caiu 5 por cento

O volume das trocas comerciais sino-moçambicanas situou-se nos 1.149 milhões de dólares no primeiro semestre deste ano, representando uma queda na ordem de 5% face ao igual período de 2018.

O saldo da balança comercial mantém-se desfavorável para Moçambique face a China, com Maputo a exportar para Pequim mercadorias no valor de 285 milhões de dólares entre Janeiro e Junho deste ano, menos 11,24% em relação ao período homólogo de 2018.

Já as importações moçambicanas de bens provenientes daquele país asiático situaram-se nos 864 milhões de dólares ao longo dos primeiros seis meses de 2019 (menos 2,81%), indicam dados dos serviços alfandegários da China, consultados pelo “O País”.

O somatório do volume das trocas sino-moçambicanas totalizou 1.149 milhões de dólares no período em análise, representando uma queda na ordem de 5%, comparativamente ao primeiro semestre de 2018.

Sem, no entanto, especificar as razões por detrás dessa queda, as alfândegas daquela que é a maior potência económica da Ásia, referem que no geral, o comércio entre Pequim e outros países da lusofonia cresceu.

Ao todo, as trocas comerciais entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de Janeiro a Junho de 2019 foram de USD 70.140 mil milhões, um aumento em 1,17% face período homólogo.

As compras da China na CPLP situaram-se nos USD 50.433 mil milhões, um aumento homólogo de 4,34%, enquanto as vendas foram no montante de USD 19.706 mil milhões, um decréscimo de 6,13%.

Ao fim dos seis meses, o saldo da balança comercial mostrou-se favorável para os Países de Língua Portuguesa, com a China a fechar com um défice comercial de 30.727 milhões de dólares.

Junho foi o mês de maior queda, com as trocas comerciais sino-lusófonas a decrescerem 10,16%, para USD 11.303 mil milhões face ao mês anterior (Maio).

 

TOP-3 DO COMÉRCIO SINO-LUSOFONIA

Brasil manteve o estatuto de maior parceiro económico da China, ao apresentar um acréscimo de 0,33% no primeiro semestre para 51.959 milhões de dólares. As empresas chinesas compraram das congéneres brasileiras mercadorias no valor de 36.314 milhões de dólares (+4,99%) e a venderam produtos no valor de 15.644 milhões de dólares (-9,03%).

Com Angola (segunda colocada), o volume das trocas comerciais atingiram no período em análise 13.643 milhões de dólares (+1,90% face ao primeiro semestre de 2018), de acordo ainda com dados dos serviços alfandegários da China.

Portugal surge a seguir a fechar o pódio, em termos de valor com um comércio com a China no montante de 3.276 milhões de dólares (+15,66%), em que 2.158 milhões de dólares corresponderam a exportações chinesas e 1.118 milhões de dólares a exportações portuguesas.

 

 


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