Conhecida em Setembro sentença dos réus implicados com a Junta Militar da Renamo

Conhecida em Setembro sentença dos réus implicados com a Junta Militar da Renamo

Os seis arguidos acusados de conspiração contra a segurança do Estado, por supostamente estarem envolvidos com a Junta Militar da Renamo, conhecerão o veredicto do Tribunal Judicial do Distrito do Dondo no dia 08 de Setembro próximo, conforme a decisão esta sexta-feira.

O julgamento decorre desde Junho passado. Domingos Marrime, um dos co-arguidos, vai aguardar a leitura da sentença em liberdade condicional.

Tal como nas cinco sessões anteriores, o Tribunal Judicial do Distrito do Dondo permitiu o acesso de jornalistas à sala da audição e foram captadas as primeiras imagens do julgamento. Minutos depois, o juiz ordenou a retirada dos órgãos de informação, alegando que o momento a seguir – audição de peritos da Direcção Nacional do SERNIC – era muito sensível.

Passadas cerca de três horas e meia, a sessão foi reaberta para os jornalistas, para acompanharem as alegacões finais.

O Ministério Público manteve as acusações que pesam sobre os cinco, dos seis co-arguidos: conspiração contra a segurança do Estado por pretensamente terem recrutado jovens para as fileiras da auto-proclamada Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo, e financiamento da mesma.

Em relação ao sexto co-réu, Domingos Marrime, o Ministério Público retirou as acusações por não se ter provado o seu envolvimento no crime de conspiração.

O advogado de Sandura Ambrósio, Manuel Capassura, não estava satisfeito com a manutenção das acusações do Ministério Público e socorreu-se de uma das conversas telefónicas entre os co-arguidos, ouvidas nesta sexta-feira no tribunal, na presença do perito do SERNIC.

Segundo ele, “em nenhum momento foi mencionado o nome de Sandura Ambrósio nas conversas entre os arguidos”.

No fim, o juiz ordenou para que Domingos Marrime aguardasse a leitura da sentença em liberdade condicional sob termo de identidade de residência, de acordo com o pedido da sua advogada. Os restantes réus deverão permanecer em prisão preventiva.


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