Crentes recorrem às Tic's para acompanhar cultos

Crentes recorrem às Tic's para acompanhar cultos

Moçambique decretou o Estado de Emergência para conter a propagação da COVID-19, e por conta disso as igrejas suspenderam cultos públicos presenciais. Alguns e crentes nas Cidades de Maputo e Matola recorrem às tecnologias de informação e comunicação acompanhar os cultos.

É manhã dominical, o sol brilha e bate na torre da Sé Catedral de Maputo que tem suas portas abertas embora sem crentes.

No altar é notável a imagem de Jesus cristo crucificado. Nos bancos em fila desponta num dos cantos a Tânia Paulo que veio à igreja buscar o conforto de Deus perante as vicissitudes da vida e incerteza causada pela pandemia da COVID-19.

“Meu refúgio é sempre com Deus. Sou católica e tenho muita fé melhores dias virão, só que temos que ter muita calma e manter a cabeça em dia para podermos viver. Aqui na capela venho buscar a fé e conforto”.

Devido ao Estado de Emergência vigente no país que já vai para o quarto mês foram suspensos os cultos públicos e presenciais nas igrejas. Por conta disso várias igrejas tiveram que se reinventar. Joaquim Chirindza é pastor da Igreja evangélica prosperidade de Deus, conta que “nós como igreja, como pastores tivemos que adoptar sistemas de plataformas digitais, Facebook, Youtube e temos interagidos desta forma para dar continuidade ao nosso trabalho”.

Amélia Paixão é disso o exemplo, o culto e ministrado e transmitido em tempo real através de plataformas digitais.

Amélia Paixão, acompanha na sua casa o culto através do seu Smartphone conectado à internet através da plataforma Youtube.

“Vale apena, não é mesma coisa que estar na igreja.Sabes que nós africanos gostámos de ficar juntos e darmos abraços. E se não podemos estar juntos estamos conectados pela internet”.

A estilista Sara da Almeida, junto com a sua família acompanha a partir da sua residência os cultos através da internet e explica como tem sido feito o processo.

“Com meu telefone posso conectar ao televisor, para podermos acompanhar o culto em família e não cada um no seu telefone de forma individual. Todos os cultos nos sentamos oramos e como se tivéssemos no culto dentro da igreja a diferença e que estamos em casa”. A estilista aproveitou as nossas câmeras para cantar o “mhala mhala…”

Entretanto o bispo anglicano da diocese dos libombos Dom Carlos Matsinhe reconhece que as plataformas digitais mantém os crentes conectados na palavra divina e lamenta que nem todos consigam aceder aos cultos.

“Os nossos padres, os nossos líderes têm estado a dar homilia pelo telefone, tem várias redes de grupo de WhatsApp. É isso que nós temos estamos a viver, portanto há cultos que tem sido on-line, realizados, via WhatsApp, via zoom e outras plataformas digitais, só que não cobrem toda gente, porque nem todos tem smartphone, mesmo tendo smartphone, há outros que não sabem manejar esses telefones e há uma percentagem de crentes que fica de fora”, disse Dom Carlos Matsinhe que defende o retorno gradual aos cultos públicos e presencias nas igrejas.

Algumas igrejas neste momento que os crentes não vão aos cultos presencias enfrentam problemas de tesouraria resultante da falta das habituais contribuições. E há outras que recorrem a banca móvel para garantir as contribuições.

 


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