CVM quer ensinar primeiros socorros para salvar vidas

CVM quer ensinar primeiros socorros para salvar vidas

Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) diz que é possível evitar mortes nas estradas, e em outros locais se as pessoas tiverem conhecimentos básicos de primeiros socorros. Os pronunciamentos foram feitos no contexto do 38º aniversário do organismo em Moçambique.

As lições já estão estudadas, por Zekler Gravata, e todos seus colegas da Escola 3 de Fevereiro, da cidade de Maputo, que presenciaram as demostrações da execução dos primeiros socorros pela Cruz Vermelha.

“Eu aprendi muita coisa, aprendi diversas formas de como socorrer as pessoas” contou o rapaz que aparentava ter 10 anos de idade, acrescentando que “os primeiros socorros são importantes mesmo para aqueles que não são nossos amigos”.

Gravata é uma das pessoas que, 38 anos depois, a Cruz Vermelha de Moçambique quer ensinar o A, B, C dos primeiros socorros, aliás, é precisamente na questão da inclusão social (ensinar a todos sobre os primeiros socorros) que se focaram as demostrações feitas pela instituição, nesta quarta-feira.

Ademais, os eventos actuais são a prova da importância destes conhecimentos. “Aconteceu agora na Matola um acidente em que três pessoas perderam a vida, julgo que se tivessem tido os primeiros socorros talvez tivessem sobrevivido” diz o director dos primeiros socorros da Cruz Vermelha de Moçambique, Fidélis de Sousa.

E é por isso que a ideia da Cruz Vermelha de Moçambique é de “inclusão social nas actividades de primeiros socorros” porque “a falta de primeiros socorros pode acelerar a perda de vidas humanas” revelou De Sousa. Com o fenómeno das fotografias, popularizado pelos “smartphones”, há que ter mais atenção à vida humana, alerta a Polícia Municipal de Maputo, Ana Maria.

“Há munícipes que só chegam lá (no local do sinistro), e em vez de ajudar as vítimas, querem tirar fotos e filmar. É preocupante quando temos diante de nós a vida de uma criança a pedir por socorro” lamentou Maria.   

Seja devido ao álcool, ou por qualquer outro motivo, facto é que pelo menos 150 pessoas morreram só no primeiro semestre deste ano, na capital do país, Maputo, em decorrência de acidentes de viação.

Quem também tem papel preponderante no que se refere a segurança rodoviária, é a Polícia Municipal, que diz que os índices de acidentes nas estradas tem reduzido consideravelmente. E apesar da redução, um velho problema continua na ordem do dia, diz a Polícia de Trânsito.

As declarações foram obtidas nesta quarta-feira durante as celebrações dos 38 anos da Cruz Vermelha de Moçambique.

 

 


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