Danificação de material escolar impede alunos de frequentar aulas em Manica

Danificação de material escolar impede alunos de frequentar aulas em Manica

Enquanto algumas escolas ainda não reiniciaram as aulas, umas por estarem danificadas e outras por acolherem as vítimas do ciclone Idai, alunos de diferentes subsistemas de ensino na província de Manica estão impossibilitados de frequentar aulas.

A situação deve-se a destruição, em grande parte, do seu material escolar em consequência das fortes chuvas e ventos que se fizeram sentir desde o passado dia 14 de Março.

No posto administrativo de Inchope por exemplo, que foi um dos mais fustigados pelo ciclone IDAI, encontramos o pequeno António Mário, aluno de 12 anos que frequenta a quinta classe na escola primária local a tentar recuperar os seus livros e cadernos que molharam com as chuvas que igualmente destruíram a casa onde vive com seus pais e dois irmãos.

Visivelmente constrangido, António contou que “muitas casas caíram aqui no Inchope por causa das chuvas. Assim não tenho onde escrever”.

António que já vem o seu sofrimento a dobrar, uma vez que além de perder material escolar, contraiu ferimentos durante o desabamento da casa na mão direita, com a qual escreve.

“Assim estou a espera da minha mãe que foi vender água para, com o dinheiro que for a conseguir, poder me comprar cadernos para eu poder voltar a escola”, referiu.

Tal como António, no Inchope vários alunos procuram, com o sol que começou a raiar, secar o seu material escolar. Aliás, este exercício está igualmente a ser feito ao nível das escolas, onde livros de turma, cadernetas de notas, processos de alunos, giz e outro material que a chuva não danificou por completo, procura ser recuperado.

Na Escola Primária Completa de Inchope onde todas salas de aula ficaram sem tecto, o bloco administrativo igualmente não escapou, o que exige da direcção um esforço no sentido de repor a base de dados que foi destruída.

Enquanto isso, em Gondola várias casas continuam alagadas, com destaque para as residências do pessoal da Saúde, onde há três dias uma empresa procura vazar as águas que teimam em não acabar.

 

 


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