Deslizamento de terra mata na Zambézia

Duas pessoas morreram soterradas e uma está gravemente ferida, devido ao desabamento de solos no Gurué, na província da Zambézia, disse o administrador distrital, Costa Chirembue, para quem outros dois indivíduos foram alvejados a tiros pela Polícia

O responsável disse que o facto ocorreu sábado, na localidade de Tetete, a 60 quilómetros da vila autárquica do Gurué.

Dados em poder do “O País” indicam que, das duas vítimas mortais, uma provinha de Nampula e outra do posto administrativo de Lioma. A pessoa que sobreviveu, mas com ferimentos graves, era também de Nampula e está em tratamento no Hospital Distrital de Gurué.

O comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM), Júlio Armazém, informou que a tragédia aconteceu em plena extracção de pedras preciosas numa área onde há mineração artesanal.

De acordo com o administrador de Gurué, Costa Chirembue para além dos óbitos e feridos por deslizamento de terra, outras duas pessoas foram baleadas pela Polícia, na localidade de Magige, a 30 quilómetros de Gurué.

Costa Chirembue explicou que os disparos surgiram quando a corporação pretendia evitar a mineração ilegal. Enfurecidos com a intenção, populares tentaram desarmar a Polícia, tendo esta afectuado disparos para supostamente se defender.

O administrador de Gurué posicionou em defesa dos agentes da lei e ordem ao condenar o comportamento da população, sem entanto se referir às medidas que a Polícia podia ter tomado para dispersar a multidão, como por exemplo disparar para o ar.

Chirembue mostrou preocupação em relação à extração ilegal de recursos minerais, sobre tudo no posto administrativo de Lioma, onde se presume que existem jazigos de minérios, com destaque para o ouro. “Por essa razão temos que tomar medidas para evitar a evasão de terras para a prática da mineração ilegal naquela zona”.

A população pratica a mineração clandestina sem observância de medidas de segurança, contra todos os riscos evidentes. Exemplo disso é o que acontece na pedreira de Invinha, onde diariamente homens, mulheres e crianças buscam o seu sustento através da extração de pedras para construção civil. Em 2017, uma senhora perdeu a vida em consequência do deslizamento de uma rocha, a qual a atingiu na cabeça.

 


 

 


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