Dezembro começa com dois prémios para Comboio de sal e açúcar

Dezembro começa com dois prémios para Comboio de sal e açúcar

A última longa-metragem de Licínio Azevedo, Comboio de sal e açúcar, continua a destacar-se no estrangeiro. Depois de Melanie de Vales ter recebido o prémio para “Melhor Jovem actriz Africana”, reconhecimento da Academia Sotigui, o actor angolano, Matamba Joaquim, protagonista de Comboio de sal e açúcar, com o papel Tenente Taiar, foi distinguido como “Novo Talento” na 11ª dos Prémios para Actores de Cinema da Fundação G.D.A. – Gestão dos Direitos dos Artistas, numa cerimónia realizada na capital portuguesa, última terça-feira.

Além da distinção dos principais actores da longa-metragem de Azevedo, Comboio de sal e açúcar já recebeu vários prémios em festivais internacionais, tais como o Tanit de Ouro do Festival de Carthage, na Tunísia, para a Melhor longa-metragem de Ficção.

Para Licínio Azevedo, os últimos prémios, e que foram ganhos em simultâneo, nesta semana, foram inesperados pois o filme praticamente já encerrou a sua apresentação em festivais. “Foi uma surpresa muito agradável por este motivo e por serem os prémios que faltavam, prémios para os actores, os dois actores principais. Assim o filme encerra o ano com chave de ouro”, confessou o cineasta, convicto de Comboio de sal e açúcar valoriza muito o trabalho dos actores envolvidos, daí Melanie e Matamba terem sido laureados.

Até há dias, o filme de Azevedo havia ganho prémios para a obra no seu conjunto, como prémio de imagem, de guião e realização. Com a consagração de Melanie de Vales, sábado, no Burquina Fasso, e Matamba Joaquim, terça-feira, em Portugal, as coisas não poderiam ser tão formidáveis para Azevedo.

Acumulados tantos prémios, qual pode ser o ganho directo ou indirecto do facto de o filme estar a destacar-se tanto no estrangeiro? Licínio Azevedo responde: “Espero sempre o mesmo, que o reconhecimento da qualidade do nosso último trabalho facilite a existência do próximo. O nosso último filme tem que ser sempre o melhor da nossa carreira, se não for assim fica difícil conseguir juntar os recursos necessários para o próximo”.

Se, por um lado, Comboio de sal e açúcar destacou-se, primeiro, no estrangeiro, por outro não deixou de se valorizar internamente. Concorreu, para o efeito, a exibição nas salas de cinema e pelo Cinemarena (Cinema Móvel, da Amocine) nas estações de comboio da linha norte, onde a história se passa, durante o mundial de futebol, tendo sido visto por mais vinte mil pessoas.

Mesmo estando a destacar-se tanto com o seu último filme, as coisas não ficaram facilitadas para a produção da próxima obra de Licínio Azevedo. O cineasta vai lutando, com esperanças de que o sucesso de Comboio de sal açúcar vai abrir-lhes portas e janelas, afinal o cinema vive de financiamento e coisas de género.

Já agora, qual é o prémio que lhe falta ganhar com o filme? “O prémio será conseguir, exactamente, realizar o meu próximo projecto com as condições necessárias. Prémios em si, para o filme, já recebemos todos os possíveis, nas diversas áreas que envolvem a sétima arte”.


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