Dhlakama diz não ver motivos para realização de referendo

Dhlakama diz não ver motivos para realização de referendo

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, diz não ver motivos para realização de um referendo para acomodar a revisão constitucional. Dhlakama reage, desta forma, a análises de juristas que levantaram esta hipótese. “Não vejo aqui a força maior para haver um referendo. Tratou-se de uma negociação entre o governo e a oposição, neste caso a Renamo. Os juristas têm razão como juristas, mas não têm razão para se falar de referendo, não tem nada a ver com isto”, defendeu.

Sobre o modelo de eleição de governadores, presidentes do município e administradores distritais, a Renamo diz ter proposto que fosse por eleição directa, mas a delegação do governo recusou.

“A Renamo sempre defendeu o voto directo para os governadores, mesmo para os distritos e municípios. A Frelimo bateu com o pé que não queria e chegou a dizer, que se a Renamo continuar a insistir que a eleição seja directa dos candidatos, a bancada maioritária da Frelimo na Assembleia da República receberia instruções para votar contra. Foi muito difícil para mim, boicotar, permitir que tudo ficasse para trás só por questão da modalidade”, referiu, para depois acrescentar que não haverá sequer cabeças de lista.

Falou das competências dos governadores: “O governador eleito vai governar a província. Terá poderes para nomear o seu governo, que serão os directores da saúde, educação, transporte, agricultura, das pescas. Isto é da competência daquele que ganhou”.

Disse estar aberto a ideias para melhorar o acordo alcançado.

 


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