Distância e questões culturais adiam registo de nascimento

Distância e questões culturais adiam registo de nascimento

Jaime Guta, Director Nacional de Registo e Notariado constatou que a distância e questões culturais levam encarregados de educação a não registar as crianças após o nascimento.

Só em Moçambique mais de 47% da população não tem um registo de nascimento. Dentre os problemas apontados por Guta, para a fraca adesão aos serviços de notariado,  está  oproblema de gestão de tempo dos progenitores.

Ezequiel Rafael é pai da pequena Kikí tem dois anos de idade e não tem um registo de nascimento. “Venho registar a criança hoje porque não tive tempo antes, mas venho hoje registá-la hoje porque conheço a importância disso”.

Tal como Ezequiel, quase 200 encarregados de educação se fizeram à Escola Primaria de Chiango, o ponto escolhido para o caso da cidade de Maputo, para a feria de registo de nascimento, para registar os seus tutelados.

A Direcção de Registo e Notariado em parceria com a UNICEF organizou a Feira de Registo de Nascimento em todo país, com o objectivo de reduzir as taxas de pessoas sem o registo de nascimento.

O evento é alusivo à comemoração do dia Africano de registo de nascimento e Estatísticas vitais. Para além do registo de nascimento, a população de Chiango também se beneficiou de tratamento de Bilhetes de Identidade.


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