É mesmo... “Made in Moçambola”

É mesmo... “Made in Moçambola”

XI-CAU CAU

Balanço dos jogos na voz dos adjuntos

Tudo o que possa dar força, vida e credibilidade ao Moçambola deve ser estimulado. É que a prova-maior do nosso futebol, depende mais da asserção política de unidade nacional, da tradição de envolvimento de empresas públicas como CFM, EDM, LAM e outras, do que “peso específico” da sua qualidade.

Na competição-mãe do futebol que está a decorrer, a ZAP associou, em boa hora, o seu nome à prova, parecendo claro que como negócio, a haver retorno efectivo, será daqui a uns tempos. Da parte dos beneficiários directos – os agentes da modalidade - impõem-se por isso acções de reciprocidade a vários níveis,  uma vez que se não está em presença de uma acção de caridade, mas de publicitação de um produto, a sugerir retorno.

Bons jogos de futebol, muitos golos, comentários repletos de visibilidade, balanços e outras acções, tudo isso permitirá atrair atenções e dar mais dignidade ao Moçambola.

Oratória também se trabalha

Pois bem. Na competição-mãe do nosso futebol, salta à vista, pela negativa, a recorrente “delegação” por parte de alguns treinadores, aos seus adjuntos e por vezes aos directores do departamento, da tarefa de falarem à comunicação social no final dos jogos.

Que imagem se está a passar com este comportamento?
Não está em causa para nós, os destinatários, qualquer desvalorização dos adjuntos. Apenas a questão de se subestimar algo importante após os jogos: conhecer a forma como uma partida decorreu, as opções de cada momento, pela voz do mais alto responsável técnico.

É assim em todo o mundo e se estamos a querer ser diferentes, neste caso será pela negativa. O futebol joga-se dentro e fora das quatro linhas. Ao treinador, como condutor de homens, exige-se o ser e o parecer. Não virá mal ao mundo que alguns técnicos, ao sentirem-se com deficiente capacidade de comunicação se preparem para essa tarefa, que faz parte das suas atribuições. Isso só aumentará o seu prestígio, o do grupo de trabalho e, em muitos casos, até poderá acalmar os adeptos nos momentos difíceis ou refrear optimismos extremos em situações inversas.

E é verdade que da mesma forma que se exige aos jogadores boa técnica e muitos golos, também se pede aos “misters” que trabalhem alguma eloquência na comunicação, de forma a saírem dos habituais 'copy-e-paste' do “levantar a cabeça e continuar a trabalhar” quando se perde, ou “fomos superiores ao adversário”, quando se ganha. Fica-se mais com a sensação de um “frete”, do que da explanação de um conhecedor dos meandros de um desporto que o apaixona.

 


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