Empresários nacionais querem mais aproximação com multinacionais

Empresários nacionais querem mais aproximação com multinacionais

O sector privado nacional diz não estar a aproveitar as oportunidades de negócios por falta de informação. Mas este é um problema que os empresários esperam resolver com a realização do Seminário sobre Oportunidade locais em Pemba. 

“É impossível fazer alguma coisa sem informação. Tudo necessita de preparação e se eu não tiver uma informação atempada será difícil realizar certa actividade”. Com estas palavras, Eduardo Sengo, director executivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, justificava o facto de o empresariado nacional não estar a conseguir responder sempre que as multinacionais do ramo dos hidrocarbonetos solicitam serviços e bens.

Numa entrevista ao jornal O País, Eduardo Sengo explicou que tal deve-se ao facto de as empresas multinacionais divulgarem pouco quando precisam dos serviços e bens que podem ser fornecidos pelas empresas locais.

Representando os empresários moçambicanos, Sengo reconheceu que não são poucas as vezes em que as multinacionais entram em contacto com os patrões nacionais para solicitar serviços, “mas a questão é que a escassez de informação, o momento em que a solicitação é feita, muitas vezes tardia e em cima do joelho, não permitem a organização e preparação das empresas”.

Entretanto, a Conferência Sobre Oportunidades Locais que vai ser realizada no dia 10 deste mês em Pemba, província de Cabo Delgado, é a esperança para a resolução desta dificuldade.

Os empresários esperam que haja mais aproximação entre eles e as multinacionais. Para isso, a CTA diz ter mobilizado maior número de empresários nas províncias através dos Conselhos Empresariais Provinciais.

O objectivo é que estes, de perto, possam “ver essas oportunidades existentes, porque hoje podem ouvir e preparar-se, para poderem ter noção do que se está a falar: quando, quanto e em que momento vai acontecer”. 

Como forma de aprofundar mais as relações entre o empresariado nacional e as multinacionais e facilitar o estabelecimento de contactos, os empresários serão organizados em sectores de actividades.

Sengo esclareceu que esta foi a forma encontrada para organizar os empresários de acordo com os seus respectivos ramos de actividades, para que as multinacionais tratem directamente com os interessados. “Também é para que possamos dar informações mais detalhadas de quem é, de que província é, e o que faz”.

A Conferência sobre Oportunidades Locais é organizada pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia em parceria com a Anadarko. A Anadarko é uma organização aplaudida pelo trabalho que tem estado a desenvolver, pelo que os empresários prometem aproveitar o máximo o evento, já que “é uma organização jamais vista em Moçambique”, rematou Sengo.

Por seu turno, a CTA disponibiliza um voo especial para os participantes do evento.


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