Empresas do sector extractivo com trimestre “negro”

Empresas do sector extractivo com trimestre “negro”

O índice de produção das empresas do sector da indústria extractiva em Moçambique registou a maior desaceleração dos últimos cinco trimestres, ao abrandar para 2% entre Janeiro e Março de 2019.

Os primeiros três meses deste ano foram negativos para a indústria extrativa. O índice de produção deste ramo de actividade económica desacelerou 2%, após uma aceleração de 15,2% no quarto trimestre de 2018.

No terceiro trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto deste sector fora de 9,6%, cerca de 9,7% no segundo e 7,7% no primeiro trimestre do mesmo ano, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE) nas suas “Contas Nacionais de Moçambique”, consultados pelo “O País”.

Este comportamento do sector extractivo está em linha com a “velocidade lenta” da economia moçambicana no início do ano. Dados do INE apontam para uma desaceleração do PIB em 0,5 pontos percentuais, para 2,5% no primeiro trimestre deste ano, contra 3% do fecho de 2018.

O nível de crescimento do PIB registado no primeiro trimestre deste ano, representa uma desaceleração da economia em 1.2 pontos percentuais que no trimestre homólogo.

O desempenho menos bem conseguido no trimestre em análise é atribuído ao sector terciário que cresceu apenas 2.7%, com maior destaque para os ramos de aluguer de imóveis e serviços prestados as empresas com crescimento na ordem de 5%, seguido pelo ramo de transportes, armazenagem, actividades auxiliares dos transportes, informação e comunicações com 3.3%.

Segue-se o sector primário com um crescimento de 2.5%, induzido pelo ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal, actividades relacionadas com 2.6%.

Já o sector secundário registou um crescimento moderado de 0.5%, impulsionado pelo ramo da indústria transformadora com uma variação positiva de 2.9% e negativamente pelo ramo de electricidade, gás e distribuição de água com menos 7.1%.

No período em análise, o ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal, actividades relacionadas e pesca, teve maior participação na economia com um peso no PIB de 23.1%, seguido do ramo comércio e serviços de reparação com 10.6%.

Ocupa o terceiro lugar os ramos dos transportes, armazenagem, actividades auxiliares dos transportes, informação e comunicações com uma contribuição conjunta de 10.4%.

O ramo da indústria de extracção mineira teve um peso de 6.2% no Produto Interno Bruto.

 


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