Encerrado estabelecimento comercial por operar na imundície

Encerrado estabelecimento comercial por operar na imundície

Falta de mínimas condições levam ao encerramento de um estabelecimento comercial na cidade de Maputo. Segundo a Inspecção Nacional de Actividades Económicas, o proprietário, de nacionalidade chinesa, poderá pagar perto de 100 mil meticais de multa.

ZXH Mozambique Sociedade Unipessoal: uma empresa especializada na decoração de interiores de residências e venda de materiais de construção. É o que se pode ler na parte frontal do estabelecimento que sita na Avenida 24 de Julho, prédio no 324, na capital do país. Aliás, na montra há vários tipos de azulejos que convence a todo aquele que por ali passa que se trata de uma empresas de venda de material de construção.

Mas quando se abre a porta principal que dá acesso ao interior, um mundo de negócios se abre: o mesmo local serve de restaurante, ferragem e quartos improvisados para os cidadãos chineses, proprietários do estabelecimento.

Nos estreitos corredores que dão acesso à cozinha, há produtos usados para confeccionar os alimentos espalhados pelo chão. Sim, pelo chão. E é a partir dali que são levados, directamente, para a panela. Entretanto, nem todos cabem nos pequenos e estreitos corredores. Por isso são misturados com o material de construção e roupas usadas em baris, sacos plásticos e caixas.

No momento em que a Inspecção Nacional de Actividades Económicas fazia as diligências com vista ao encerramento da instituição, os clientes assíduos do restaurante, iam entrando no restaurante. Sorridentes, relaxados, destemidos e conversando em mandarim, os clientes, manuseando os dois “pauzinhos” com uma habilidade incrível, iam degustando a comida confeccionada na imundice.

O dono do estabelecimento comercial apresentou as licenças que lhe permitem vender material de construção e abrir um restaurante. O primeiro data de 2013 e o segundo de 2018, mas em nenhuma delas está claro que as duas actividades seriam exercidas no mesmo espaço, facto que também pesou para que a INAE encerrasse o estabelecimento.

“Nós, como INAE, não permitiremos que o estabelecimento funcione. O que significa que, de imediato, vamos suspender as actividades para que se criem condições de acordo com o que está previsto na legislação” reiterou Lúcia Muhandule, Inspectora das Actividades Económicas.

Assim, a Inspecção recomenda que os donos do estabelecimento procurem um local que reúna condições ou que criem condições para que tenha “sanitários separados por sexo para os trabalhadores, sanitários para os clientes porque os trabalhadores não devem usar os mesmos sanitários com os clientes” recomendou a Inspecção.

À nossa reportagem, o dono do estabelecimento mostrou-se homens de poucas palavras. As palavras podem ser poucas, mas por conta destas irregularidades detectadas pela Inspecção Nacional de Actividades Económicas o proprietário do estabelecimento poderá pagar perto de 100 mil meticais de multa.     

 

 


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