Ernesto Simango e José Guerreiro são novos detidos do caso “Rombo no INSS”

Ernesto Simango e José Guerreiro são novos detidos do caso “Rombo no INSS”

Os empresários Ernesto Armando Simango, proprietário e gestor da Arcos Consultores Lda e José Marcelino Pita Guerreiro, gestor da empresa Calmac são os dois novos detidos no caso de desvio de fundos no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

Consta dos autos que a ARCOS Consultores, companhia que trabalha na fiscalização de obras públicas, é uma das empresas que ganhou concurso para prestar serviços ao INSS, a semelhança de CALMAC Limitada citada no processo como tendo emitido cheques para intermediários que, após receberem o valor, trataram de efectuar transferências para contas tituladas pela antiga governante.

As detenções foram efectuadas esta segunda-feira e foram promovidas pela instituição responsável pela investigação e combate à corrupção, onde corre termos o processo n°94/GCCC/2017-IP relacionado ao desvio de mais de 100 milhões de meticais do INSS. De acordo com a lei, a legalização da prisão dos dois novos arguidos detidos deve ocorrer no prazo de 48 horas após a detenção, ou seja, estes devem ser presentes a um juiz até quarta-feira.

Assim, contam até agora quatro pessoas já detidas por envolvimento no caso, sendo que na semana passada o Juiz de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo decidiu manter a antiga Ministra do Trabalho, Helena Taipo, em prisão preventiva e libertar o empresário Lúcio Sumbana, sob caução de 850 mil meticais.

De acordo com o Ministério Público, o processo envolve oito arguidos e há mandados por executar em relação a outros arguidos que se encontram em parte incerta.

O desvio de fundos no Instituto Nacional de Segurança Social aconteceu em 2014, último ano do segundo mandato de Helena Taipo como Ministra do Trabalho, no governo de Armando Guebuza. Taipo terá por quatro vezes recebido avultadas somas de dinheiro provenientes de empresas privadas que haviam celebrado contratos com o INSS.

Como forma de garantir a assinatura de contratos, a antiga Ministra impunha que as empresas procedessem à sobrefacturação, incorporando, assim, os valores de suborno que mais tarde eram passados à antiga ministra por outras pessoas.

No âmbito do processo foram congeladas sete contas bancárias e apreendidas 27 viaturas e sete imóveis.
 


 


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