“Temos que tornar o empreendedorismo sustentável”

“Ecossistema para o desenvolvimento do empreendedorismo”. Este foi o tema de debate proposto ao primeiro painel do último dia do Mozefo Young Leaders, nesta segunda edição. À imagem de ontem, dia inaugural, hoje o evento está a realizar-se no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo.

A iniciar o ciclo de debate, estiveram três oradores. O primeiro a intervir foi Francisco Vilanculos, Gestor da SASOL há muitos anos. Segundo entende o membro do painel, é preciso que os moçambicanos percebam o ciclo que move o empreendedorismo, interessarem-se em suportar as ideias e encontrar mecanismos de fazer com que as iniciativas sejam sustentáveis. “Para se executar o empreendedorismo também é necessário conhecimento, e o nosso país ainda tem muitos desafios nessa área, o que limita as pessoas”, avançou Vilanculos. A fim de reverter esse quadro? “Nós temos programas nos quais treinamos a juventude, daí os empreendedores adquirem conhecimentos para tomarem decisões e riscos calculados. É preciso identificar áreas prioritárias”.

A partilhar experiências com o Gestor da SASOL, Eduardo Sengo, Director-executivo CTA, interveio dizendo que o empreendedorismo na área empresarial significa iniciar negócios. Para Sengo, o triunfo do empreendedorismo depende da redução de burocracia e da busca de recursos, de criação de fundos específicos, mas com apoios que permitam manter um ecossistema organização. “O sistema de educação deve ser um aliado a ter em conta porque aí pode-se mobilizar os jovens a colocar ideias de forma competitiva. As escolas deveriam ser um espaço de partida do ponto de vista de promoção do empreendedorismo e dos seus conhecimentos”.

Na opinião de Sengo, há que levar pessoas com ideias e colocá-las na ribalta, “mais ou menos como a Stv fez com o Fama Show, programa que expôs e permitiu o aparecimento de vários cantores moçambicanos. O mesmo deve ser feito com o empreendedorismo”, defendeu o Director-executivo da CTA, aconselhando os jovens a não ficarem à espera dos bancos para obter financiamentos. “Se queremos criar ecossistemas, temos que apoiar ideias, com entidades que possam dignar-se a correr riscos. O Estado tem um papel nesse sentido”.

O terceiro orador do painel subordinado ao tema “Ecossistema para o desenvolvimento do empreendedorismo” foi Milvan Maiuane, Director-Geral da MIDOMOC, quem acredita que programas como Super Mentores e Mozefo Young Leaders Business Challenger ajudam os jovens a exporem-se, algo que lhes pode facilitar obter financiamento.

Como calhou nos painéis de ontem, a adesão do público jovem aos debates é bem destacada no Centro de Conferências Joaquim Chissano.

 

 

 

 


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