“O MOZEFO é diferenciador porque junta instituições privadas e públicas a discutir o país”

Foi ministro dos Negócios Estrangeiros e, depois, vice-primeiro-ministro de Portugal na coligação governamental entre PSD e CDS-PP.  Paulo Portas afirmou-se pela defesa do conceito de diplomacia económica, que ajudou a projectar aquele país de expressão portuguesa no mundo

No próximo mês, vai estar no MOZEFO para corporizar o painel que vai discutir “Reformas económicas como indutor de crescimento”.

O que significa para si o MOZEFO?

O MOZEFO, Fórum Económico e Social de Moçambique, é, a meu ver, o grande exemplo que projecta e prepara o futuro de Moçambique a partir da iniciativa privada, a partir da sociedade civil, congregando os melhores das novas gerações inovadoras e dinâmicas, que existem em Moçambique em parceria com as instituições públicas e do Estado, lado a lado e de braços dados para criar um futuro melhor para Moçambique, melhor economicamente e melhor socialmente.

Tem uma ligação emocional com Moçambique. O que espera de iniciativas como o MOZEFO para o processo de desenvolvimento deste país?

A minha ligação a Moçambique, vocês sabem disso, é tão pessoal como institucional, é tão emocional como política. Eu acredito que Moçambique pode ser uma grande história de sucesso no século XIX em África, e que esse sucesso, esse êxito, havendo paz, havendo estabilidade e havendo segurança jurídica, vai chegar à sociedade moçambicana e permitirá, não apenas o crescimento económico, mas também a inclusão social. O MOZEFO afirmou-se ao longo dos anos como um grande evento nacional e internacional. Eu sei que estarão presentes, na edição deste ano, oradores de primeira qualidade em termos internacionais, e que se espera uma audiência e uma assistência maciça de jovens empreendedores, de forças da sociedade civil e de representação da iniciativa privada que é essencial para o futuro de Moçambique, ao lado das instâncias políticas que têm a responsabilidade de projectar o futuro desse grande e maravilhoso país que é Moçambique.

O tema da 2.ª edição é “Conhecimento, Motivação e Acção”. Que relevância tem para o desenvolvimento de países?

O tema deste ano tem palavras que me dizem muito: Conhecimento, porque estamos na era do conhecimento, é com base no conhecimento que as nações se vão desenvolver, andar depressa, ganhar vantagem competitiva e, em contexto de globalização, atingir posições de vanguarda. Motivação, porque tanto nas sociedades como na política, mas também nas empresas, só gente motivada produz resultados de sucesso. Hoje em dia, chefiar, liderar, é essencialmente organizar boas equipas e saber entusiasmá-las, pôr toda a gente a trabalhar para um resultado comum. E depois Acção, porque o mundo está cheio de teorias, muitas das quais fracassaram e aquilo que a sociedade moçambicana mais precisa, e as novas gerações de Moçambique mais esperem, é acção.

Uma última palavra…

É preciso saber definir um projecto, saber juntar forças para ganhar escala e dar oportunidade às novas gerações. Esta iniciativa é diferenciadora, porque, a partir da iniciativa privada, pensa o futuro de Moçambique, lado a lado com as autoridades políticas do Estado moçambicano. É esse sentido de acção, pragmatismo, de vamos para o terreno, temos boas ideias, vamos transformá-las em bons negócios e em bons êxitos que enquadram o trabalho de MOZEFO. Por isso, eu gostaria de elogiar os seus organizadores e dizer-vos que tenho muito gosto em estar convosco nos próximos dias 22 a 24 de Novembro para o futuro de todos e pela grandeza dessa nação que se chama Moçambique.


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