Digitalização está a mudar a forma tradicional de fazer negócios

Actualmente, existem várias formas de fazer negócios. Mas será que é necessariamente preciso ter um produto para vender? Para responder a esta questão, o músico Moreia Chonguiça, o Director da Xava, Eude Tsamba, o Director-Geral da Escopil Tecnologias, José Samo Gudo e o Director de Pesquisa e Desenvolvimento da UX, Tiago Borges Coelho foram os convidados do painel moderado pela Directora Operacional do ideários, Jéssica Manhiça.

José Samo Gudo é da opinião que o conceito do produto tradicional está a mudar e considera que tudo o que satisfaz uma necessidade de alguém é um produto.

O Director-Geral da Escopil Tecnologias considera ainda que separar produto e serviço, do ponto de vista tradicional, é fácil, no entanto, essa facilidade não se verifica no campo digital. “É mais fácil criar um serviço do que um produto”.

Já Eude Tsamba considera que a era digital abre espaço para que mais pessoas tenham oportunidades de fazer negócios, por causa da dispobilidade dos produtos intangíveis. Este ponto de vista foi sustentado pelo Director de Pesquisa e Desenvolvimento da UX, que usou como exemplo, uma das platafomas pelo grupo criadas, O Biscate, serviço que aproxima os ‘biscateiros’ dos clients que procuram pelos seus serviços. Aqui, não existe um produto como tal, mas um serviço, sustentável, que nasce das inovações tecnológicas. “A tecnologia devia unificar-nos e fazer deste mundo melhor, ao mesmo tempo, gerando dinheiro”.

Falando em novas formas de fazer negócios, várias são as plataformas que surgem no campo musical; algumas para salvaguardar a propriedade intelectual, no entanto, outras, baseadas na pirataria. E um dos debates que surgem, em torno disto, é de que é possível viver da música em Moçambique.  Moreira Chonguiça defende que sim, embora considere não existir um Mercado de música no país. E acrescenta que isso só vai acontecer quando as pessoas começarem a valorizar o trabalho dos músicos, o que passa por distanciar-se de toda a pirataria e musicas gratuídas, porque lesam o artista. E para esta classe, deixou um apelo. “Parem de fazer music-vídeo e comencem a investir na vossa música. Como artistas, temos que produzir algo que os moçambicanos se orgulhem. Fez o mesmo para os consumidores: “Quando convidarem um artista, nao peçam desconto, paguem mais”.

 


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