Extracção do gás na área 4 prevista para 2024

Extracção do gás na área 4 prevista para 2024

Os operadores do gás no chamado “complexo mamba”, na área 4 da bacia do Rovuma, projectam para 2024, o início da extracção deste hidrocarboneto. Contudo, o arranque está condicionado a Decisão Final de Investimento (DFI), deliberação que está nas "mãos" da ExxonMobil.

Quando faltam quase três meses para o fim do prazo que as petrolíferas definiram para a tomada da Decisão Final de Investimento (DFI), da área 4 da bacia do Rovuma, a italiana Eni já avança com o cronograma do arranque da exploração do gás no “complexo mamba”.

As projecções para o início destas operações de extracção e processamento de Gás Natural Liquefeito (GNL) neste bloco, estão dependentes da DFI, de acordo com fonte da gigante petrolífera italiana.  

“Estamos a trabalhar na parte do financiamento e também na venda de gás, estamos a progredir bem, e se conseguirmos a Decisão Final de Investimento este ano, estamos bem encaminhados para começar a produção até 2024″, revelou o presidente executivo da ENI, Cláudio Descalzi, citado pela plataforma Sapo Notícias.

O responsável da ENI revelou os dados no final da sessão de apresentação da estratégia da petrolífera, realizado semana finda na Itália, na cidade de Milão. No evento, Descalzi tranquilizou que os ataques no norte de Cabo Delgado não vão influenciar no cronograma.

“Estamos claramente preocupados com os ataques, foi a primeira vez que foram tão fortes”, explicou o presidente executivo da ENI citado pela Sapo Notícias, que recordava os ataques contra uma caravana de uma subcontratada da Anadarko, e que tirou a vida de um trabalhador.

“Nós não estamos lá (nos locais em terra), mas estamos preocupados pelos nossos colegas da ExxonMobil e Anadarko. O Governo tomou iniciativas fortes, também através do diálogo, para criar um ambiente mais pacífico, e não houve mais ataques”, apontou Descalzi.

Apesar do ambiente "mais tranquilo", a petrolífera diz que não preteriu de medidas adicionais de segurança. “A situação está calma agora, mas claramente antes de irmos trabalhar tínhamos de ter a certeza de que nada ia acontecer porque a segurança das pessoas é a primeira prioridade”, explicou.

O projecto Rovuma LNG, na jazida Mamba, é operado pela Mozambique Rovuma Venture, um consórcio cujos acionistas são a ExxonMobil, Eni e a China National Oil and Gas Exploration and Development Corporation (CNODC).

Conjuntamente, o trio detém uma participação de 70% na concessão da área 4, cabendo três parcelas de 10% à sul-coreana Kogas, Galp Energia e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), esta última moçambicana.

 


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