Fármacos importados por Moçambique serão inspeccionados nos países de origem

Fármacos importados por Moçambique serão inspeccionados nos países de origem

Os medicamentos importados por Moçambique vão passar a ser inspeccionados nos países de origem antes do seu envio para o nosso país. Esta informação foi, hoje, avançada pela ministra da Saúde, Nazira Abdula, durante o lançamento do Projecto da Inspecção Pré-Embarque de Medicamentos.

Esta medida surge como resposta a uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o controlo de fármacos que são utilizados nos sectores público e privado de Saúde em Moçambique.

Segundo a ministra da Saúde, este projecto tem por objectivo evitar a compra de medicamentos contrafeitos. “Como ganhos, a Inspecção Pré-Embarque irá mitigar a proliferação de medicamentos contrafeitos, um problema de Saúde Pública, pelas seguintes razões: servirá de uma ferramenta importante no despiste de medicamentos a serem importados para Moçambique; o Governo irá impedir a importação de produtos não registados, falsificados e contrafeitos; o Governo irá proteger a Saúde Pública, assegurando que apenas os Medicamentos seguros e com qualidade sejam importados para Moçambique; o teste das amostras irá confirmar que o produto corresponde às especificações do dossiê aprovado pelo Ministério da Saúde”, disse a ministra.  

Para elaboração deste projecto o Ministério da Saúde (MISAU) contou com apoio da Nigéria e do Gana. A medida será implementada numa primeira fase na Índia.

“Sendo os medicamentos contrafeitos um problema de Saúde Pública, e havendo a necessidade de se estabelecer um mecanismo de garantia de qualidade de fármacos provenientes da Índia, uma vez tratar-se do país que mais exporta para Moçambique, o Ministério da Saúde tomou a decisão de à semelhança dos outros países africanos, iniciar o processo de testagem dos medicamentos na origem, ou seja, antes de serem exportados. O Pré-Embarque será gradualmente expandido para outros países fornecedores de medicamentos à Moçambique’’, concluiu Nazira Abdula.

No ano passado, o Laboratório Nacional de Controlo de Qualidade de Medicamentos analisou 106 diferentes princípios activos de medicamentos, dos quais cerca de 12 por cento foram considerados impróprios e foram tirados da circulação.

 


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