Ferroviário de Maputo focado em conquistar título africano

Ferroviário de Maputo focado em conquistar título africano

Actual  campeão africano de clubes, o  Ferroviário de Maputo estará de olho no segundo título consecutivo quando disputar a Taça dos Clubes Campeões Africanos em seniores femininos, prova a realizar-se de 6 a 15 de Dezembro, no Estádio Indoor do Cairo, na capital egípcia.

Com um naipe de estrelas que já colocaram África a seus pés, as “locomotivas” entram nesta competição com grandes esperanças de defender o troféu continental fora de casa, longe de seus adeptos e perante uma multidão egípcia muito apaixonada.

A experiente Anabela Adriano Cossa, melhor triplista da edição 2018, em Maputo, está convicta que o Ferroviário de Maputo alcance os seus objectivos, porquanto “a equipa está motivada”.

Aliás, as campeãs em título chegam ao Cairo com seus níveis de confiança elevados de todos os tempos, depois que seis das suas atletas integraram a selecção nacional de basquetebol que, de 14 a 17 de Novembro, qualificou-se para a fase mundial do torneio feminino de acesso aos Jogos Olímpicos.

Trata-se de Anabela Cossa, Ingvild “Inga” Mucauro, Odélia “Mafa” Mafanela, Delma Zita, Cecília Henriques e Eleutéria “Formiga” que fizeram parte do 12 que surpreendeu o favorito Senegal no pré-olímpico e assegurou uma das duas vagas disponíveis para o continente africano.

Segundo Anabela Cossa, esse momento inédito para as atletas deixou o grupo com confiança bastante elevado.

As campeãs africanas de clubes pelo Desportivo Maputo (2007, em Maputo, e 2008, no Quénia), Liga Desportiva (2012, em Abidjan, Costa do Marfim) e Ferroviário de Maputo (2018, em Maputo) disse, em entrevista ao sítio da FIBA-África, que "Isso nos deu muito mais confiança ao jogar no nível mais alto”.

Mais: “Nossa equipa tem metade dos jogadores da selecção nacional. Isso é muito motivador e torna as atletas muito competitivas. Como equipa, estamos a treinar arduamente para alcançar nossos objetivos. Iremos ao Egipto com o maior foco", assegurou.

Experiente, Anabela Cossa reconheceu ainda o potencial dos seus adversários que, tal como refere, partem para esta competição com a lição bem estudada.

"É sempre um grande prazer entrar no torneio como campeão e, como todas as outras equipas, estaremos focadas em conquistar o título e, ao mesmo tempo, sermos cautelosas com nossos adversários."

As edições anteriores tiveram todas as equipas focadas no Inter Clube de Angola, mas pela primeira vez, todas as formações estarão atentas ao Ferroviário e terão a oportunidade de destroná-lo.

Cossa e suas colegas de equipa estão cientes dessa “atenção para com o Ferroviário” e prometem dar o seu melhor na quadra.

"Isso nos pressiona porque temos que fazer o possível para manter o título, principalmente porque jogamos fora de casa e sem nossos adeptos. Nosso objetivo como equipa é, primeiro, fazer um bom torneio para que possamos manter o título."

"O Inter Clube é sempre uma equipa a contrariar por causa de suas realizações no passado, mas abordamos todos os jogos da mesma forma como se fosse o último da competição. Isto porque, para chegar à final, temos que jogar contra todas equipas com galhardia. A estratégia não mudará, porque sempre respeitamos todos os nossos oponentes”, frisou Cossa.

Reconhecida como letal na linha dos 6.75 metros, Anabela Cossa espera apresentar uma boa  performance para inspirar o Ferroviário de Maputo na luta pela revalidação do título.

Maxaquene foi a primeira equipa moçambicana a vencer o título africano, em 1991, em Maputo, antes de a Académica de Maputo conquistá-lo uma década depois em Abidjan, na Costa do Marfim.
A extinta Liga Muçulmana juntou-se à festa em 2012 em Abidjan, Costa do Marfim, tendo depois o Ferroviário de Maputo açambarcado o troféu ano passado, na capital Maputo.

O Inter Clube de Angola continua a ser a equipa mais decorada do continente, com cinco títulos conquistados em 2010, 2011, 2013, 2014 e 2016.


Contactos

Tef: +258 21 313517/8

Email: opais@soico.co.mz
Local: Rua Timor Leste, 108 Baixa
Maputo- Moçambique