Finalmente encerra a primeira volta com os “canarinhos” campeões de “inverno”

Finalmente encerra a primeira volta com os “canarinhos” campeões de “inverno”

A 15ª jornada do Moçambola 2019 marcou o fim da primeira volta, que encontrou o campeão de “inverno” e o lanterna vermelha d primeira parte da prova. Costa do Sol no pódio e Têxtil de Púnguè na cauda, são as equipas. A jornada marcou ainda a quebra do enguiço do Ferroviário de Maputo diante do Maxaquene

Se o campeonato nacional de futebol terminasse agora já teríamos o campeão nacional e as equipas que descem de divisão! Nesta primeira metade da prova, o Costa do Sol vai ao “intervalo” na frente da pontuação, enquanto o Têxtil de Púnguè fica-se pela última posição, acompanhada pelas equipas da ENH de Vilankulo, Maxaquene, Ferroviário de Nampula e Baía de Pemba, no grupo dos que estão na zona da despromoção. Uma primeira volta que chega tardiamente ao seu final e que vai obrigar a uma ginástica muito grande na segunda volta, por forma a que a prova termine dentro dos prazos estabelecidos.

 

Campeão de “inverno” está no ninho do “canário”

O Costa do Sol termina na frente a primeira metade do Moçambola 2019 graças a mais uma vitória na prova, nomeadamente diante do Ferroviário de Nampula, por duas bolas a uma. Isac, duas vezes, deu a vitória aos “canarinhos”, que mesmo com o golo de Belito não deixou fugir os três pontos e a liderança, agora com 28 pontos na tabela classificativa. A turma de Horácio Gonçalves soma mais um ponto que o Ferroviário da Beira, que continua na cola e luta pelo pódio.

Os “locomotivas” de Chiveve tiveram que sofrer a bem sofrer na recepção ao seu homónimo de Nacala e teve que ser Maninho, mais uma vez de grande penalidade, a dar a vitória a equipa, resultado que não só coloca a equipa de Chiveve na segunda posição, mas também faz a turma de Nacala baixar três lugares, passando da 6ª para a 9ª posição, tendo sido ultrapassado pelos Desportivo de Maputo e de Nacala, para além do Clube de Chibuto, que conta com menos um jogo por disputar.

 

Águia “alvi-negra” voa seis lugares para cima

Em casa também mandam eles! Foi a quinta vitória consecutiva do Desportivo Maputo nesta ponta final da primeira volta e a vítima foi a Liga Desportiva de Maputo, que até se deu ao luxo de emprestar seu campo, na Matola, em virtude do Estádio Nacional do Zimpeto, campo oficial dos “alvi-negros”, estar interditado para obras, no âmbito da visita do Papa Francisco. Assim, o Desportivo Maputo pediu o campo da Liga emprestado e por pagamento deu a derrota por 3-2, num jogo electrizante, corrido e impróprio para cardíacos, com ao adeptos “alvi-negros” a sofrerem a bem sofrer até ao apito final do árbitro. E em virtude disso, seis lugares escalados: saiu da 9ª para a 3ª posição, provisório, agora com 24 pontos, contando que a União Desportiva de Songo, 5º com 23 pontos, tem um jogo a menos, diante do Clube de Chibuto, 7º, com 22 pontos. Em caso de vitória de uma das equipas entre “hidroeléctricos” de Songo e “guerreiros” de Gaza, o Desportivo cai para a 4ª posição.

Quem se deu mal nesta jornada foi o Têxtil de Púnguè, na sua deslocação a Nacala, onde perdeu diante do Desportivo local por 3-1. Os “fabris” da Manga ainda abriram o activo na primeira parte, mas permitiram a revira-volta e continuam na cauda da tabela classificativa. Carlos Manuel continua sem acertar na equipa com mais adeptos em Sofala.

 

Paralisar a greve para vencer sem treinar

Na “açucareira” houve greve, de novo, dos jogadores de Incomáti de Xinavane, que continuam a reclamar salários em atraso e, na sexta-feira paralisaram os treinos em reivindicação. Mas o bom senso prevaleceu, porque os jogadores queriam evitar a segunda falta de comparência e mais uma multa de 100 mil meticais e foram a jogo, sem ter treinado. Entraram em campo, diante do Textáfrica do Chimoio, e… levaram os três pontos para a gaveta. Jacob, aos quatro minutos, foi o autor do único tento do jogo, que coloca os “açucareiros” em boa posição para a fuga à despromoção e impendem os “fabris” do planalto de lutarem pelos lugares do pódio.

João Chissano, no seu regresso a Vilankulo, dois anos depois, não teve sorte com o seu Baía de Pemba, já que tropeçou, ao perder à tangente, com Parkim a facturar, aos cinco minutos. Depois da vitória diante do Ferroviário de Maputo, os “baianos” bailaram a música de Vilankulo e mantém-se na penúltima posição, com os mesmos 11 pontos do Ferroviário de Nampula.

 

Daúde Razaque quebra enguiço diante do Maxaquene

Foi preciso ser Daúde Razaque a comandar a “locomotiva” de Maputo a quebrar o enguiço nos confrontos com o Maxaquene e vencer sete anos depois. Ou seja, ao 10º jogo o Ferroviário de Maputo volta a vencer o Maxaquene, depois de cinco derrotas e três empates. E foi pelo comando de Daúde Razaque que aconteceu o que não acontecia desde 2013 e num dia de festa para as hostes “locomotivas”, uma vez que na manhã de sábado, acabava de ser eleito o novo maquinista principal, o presidente de direcção, Teodmiro Ângelo, para o lugar de Sancho Quipisso Jr. Assim, o Ferroviário de Maputo escala a 5ª posição, e afunda ainda mais os “tricolores”, que continuam sem descobrir o caminho para sair da zona da despromoção.

Encerra assim a primeira volta do Moçambola-2019, que só terá mesmo o epílogo na quarta-feira, quando a União Desportiva de Songo receber o Clube de Chibuto, antes do início da segunda metade da prova, no próximo final de semana.

 

 


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