FMF: relações azedam em vésperas dos escrutínios

Parece que a história se repete. Nas eleições passadas, três listas candidataram-se, com pompa e circunstância. Os programas de Manuel Chang, Teodoro Wati e Simango Júnior, apontavam para a moralização do futebol. Venceu o último, que agora vai de novo a escrutínio.

A pergunta é: as eleições servem para unir, ou dividir as gentes e os agentes do futebol?

O pressuposto é de que, antes do “apito final”, tal como num jogo de futebol, cada um apresente os seus argumentos, com perspectivas ambiciosas e exequíveis. No final do “jogo”, o vencedor fica feliz e orgulhoso, os vencidos saúdam-no e colocam-se na primeira linha para continuarem a dar o melhor de si, em prol da modalidade.

Mas o que vemos e vivemos, não é nada disso. Mal terminam as eleições os derrotados, ou somem dos “radares” do desporto-rei, ou posicionam-se por detrás da cortina. Chegam a  assumir posicionamentos de opositores.

Dos candidatos à eleição passada, Manuel Chang entra no nosso quotidiano por razões que têm a ver mais com as “verdinhas” do que com o futebol. Teodoro Wati é presença assídua em eventos políticos e jurídicos, mas de visitas ao Zimpeto ou à Machava, pouco reza a história!

Por seu lado, Simango Júnior, trava uma “guerra” visível em relação ao seu antecessor, com pronunciamos pouco abonatórios, que fazem pressupor um posicionamento nada saudável, caso o novo Presidente venha a ser Feizal Sidat.

 

ESCOLA DE DESVIRTUDES?

 

Diz-se que o desporto é uma escola de virtudes. Como conceber que eleições para escolha dos melhores programas, acabem propiciando este latente sentimento: “perdi? Agora quero ver o que ele vai fazer”. E o mais estranho é que, tanto os perdedores como a quase totalidade dos seus elencos – salvo honrosas excepções – colocam a modalidade que tanto planeavam servir, no baú do esquecimento... até às novas eleições.

Frustração por não terem acedido às honrarias, viagens “made in FIFA”, e acesso aos camarotes? A moralização do desporto, de que tanto se fala, tem que começar em quem o pretende dirigir. Se fosse só o “mel” de ver o desporto-rei a avançar, certamente que as reacções seriam bem diferentes.

Afinal, quem ganha com este estado de coisas? O futebol, de que todos dizem gostar, não é, certamente!

 


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