FMI elogia esforços do Governo na diversificação da economia

FMI elogia esforços do Governo na diversificação da economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) refere que a indústria extractiva já não constitui a principal fonte de crescimento da economia moçambicana, embora o peso seja maior.

A diversificação das fontes da economia começa a ter efeito. Outrora dependente da indústria extractiva para galvanizar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o FMI diz que o agronegócio, turismo e serviços financeiros já jogam um papel preponderante.

“Notamos que há espaço para o desenvolvimento de outras áreas. Actualmente a dependência já não passa exclusivamente pelos grandes projectos da indústria extractiva, embora este grupo desempenhe um papel muito importante”, segundo o representante-residente do FMI em Maputo, Ari Aisen.

Contudo, para fortificar essa diversificação, Ari Aisen apontou o sector do turismo como uma área que deve-se investir cada vez mais, dado o seu grande potencial. “Há avanços nesse sector, mas acreditamos que o Governo pode fazer mais”, sublinhou.

Em termos de perspectivas económicas, o Fundo Monetário Internacional afirmou que a economia está numa “boa fase de crescimento”, com a inflação e níveis de crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB).

“A economia moçambicana está a recuperar gradualmente mercê das medidas que o Governo tem vindo a imprimir para a estabilidade macroeconómica, em linha com as políticas monetárias do Banco de Moçambique”, salientou.

O nível de crescimento ainda é baixo. Depois de num passado o PIB do país atingir níveis de aceleração altos, para 2018, o FMI prevê uma taxa a rondar os 3,5% e 4% no próximo ano, com uma inflação de um dígito.

CRÉDITO AO SECTOR PRIVADO
Sobre o acesso ao crédito às empresas privadas, uma das grandes reclamações da classe empresarial moçambicana, o representante-residente do Fundo Monetário Internacional defendeu que este aspecto deve merecer uma atenção especial por parte do Executivo de Filipe Nyusi.

“Se as taxas de juro caírem no mercado, eventualmente haverá mais acesso ao crédito e isso, consequentemente, irá apoiar o crescimento económico do país”, argumentou Ari Aisen, esta terça-feira, em Maputo, aquando de um briefing económico sobre o desempenho do sector financeiro e perspectivas macroeconómicas.

Na ocasião, os empresários defenderam uma redução da taxa de juro na banca comercial para abaixo de 10%, ou seja, para níveis de um dígito.

A actual taxa de cerca de 20 por cento praticada no mercado, é considerada de “impossível” para a viabilização de qualquer negócio, segundo o Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma.

Para Vuma, esse cenário amputa o desenvolvimento empresarial, e, consequentemente, o ambiente de negócios, pelo que a taxa de juro deveria baixar ainda mais para níveis considerados aceitáveis.

 


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