FUNDASO defende fim da dependência das associações agrícolas

FUNDASO defende fim da dependência das associações agrícolas

A administradora da FUNDASO, Graciete Carrilho, defendeu que as associações agrícolas devem deixar de ser dependentes de apoios e criarem condições para serem autossuficientes. Carrilho falava, ontem, em Maputo, durante um encontro com camponeses no âmbito do projecto AgroMozal.

A iniciativa da multinacional Mozal e executada em parceria com a Fundação SOICO, FUNDASO, o projecto AgroMozal visa dar assistência aos agricultores para que possam melhorar a produção e produtividade. Para o efeito, as duas entidades juntaram, numa sala, representantes de associações de camponeses de Boane para ouvir as suas inquietações. Os agricultores queixaram-se essencialmente da falta de água, insumos agrícolas e outros equipamentos necessários para a garantia da produção.

Tomás Novela foi mais longe “é preciso trabalhar na formação dos líderes das associações, porque o que notamos temos líderes autoritários. Isso faz com que não haja união e os membros tendem a abandonar os grupos. Pedimos que nesse projecto haja formação dos responsáveis pelas associações para que não haja divisionismo”, defendeu o representante para depois dizer que espera ver mudanças significativas nos modus operandi na melhorar a produção. “A educação é muito importante, a transferência de conhecimento para os agricultores é garantir qualidade do produto final. Achamos que o projecto irá garantir com que não tenhamos perdas e que os rendimentos nos ajudem a melhorar a nossa condição de vida”, terminou.  

À luz do projecto, a Mozal garante que vai prestar assistência aos camponeses no sentido de melhorarem a sua produção. “Este projecto poderá municiar os agricultores de técnicas de produção através de várias acções como a legalização das associações, disponibilização de informação sobre mercados agrícolas, questões ligadas a negociação de preços etc.”, descreveu Ventura Mufume, Consultor da Mozal.

Implementadora do projecto, a FUNDASO exortou os camponeses a não ficarem acomodados com os apoios e lutarem para garantir a sua autossuficiência.

“O que sentimos é que quando o financiador sai, os camponeses param de produzir ou reduzem a produção. O que queremos com esta experiência é o de transmitir aos camponeses ferramentas para que estes se tornarem autossuficientes. Eles devem se apropriar dos seus projectos, que as iniciativas não sejam dos financiadores, mas de todos os membros da associação. Isto é, cada membro deve desempenhar o seu papel para o crescimento da mesma. Temos que trabalhar na mentalidade, no treinamento para que os membros possam aprender um pouco sobre gestão. Pretendemos que sozinhos, esses camponeses possam prosseguir com a produção”, defendeu Graciete Carrilho, administradora da FUNDASO.

O projecto AgroMozal prevê apoiar, durante dois anos, um total de 10 associações dos distritos de Boane e Namaacha, na província de Maputo.


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